As maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil não aderiram à 1ª fase do programa de subvenção ao diesel criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em meio à alta provocada pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã.
Segundo a Folha de S.Paulo, o prazo de inscrição para o benefício sobre vendas de março terminou na terça (31), sem a participação de Vibra, Ipiranga e Raízen, responsáveis por cerca de metade das importações privadas do combustível.
De acordo com o jornal, “incertezas nas regras do programa e percepção de insegurança jurídica com a onda de autuações afastaram empresas privadas do programa”.
As distribuidoras também questionam, ainda segundo a reportagem, “os preços máximos definidos para a venda do diesel”.
O governo fixou teto entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro para o diesel importado. No período, porém, o combustível foi negociado acima de R$ 6 por litro, o que, na avaliação das empresas, inviabilizou a adesão.
Diante disso, as distribuidoras optaram por vender o produto a preços internacionais, sem o desconto de R$ 0,32 por litro oferecido pelo programa. A Petrobras, responsável por 77% das vendas de diesel no país em 2025, aderiu à subvenção.
Ontem (1º), o governo Lula e ao menos 21 estados fecharam acordo para subsidiar a importação de diesel. A subvenção será de R$ 1,20 por litro, dividida igualmente entre União (R$ 0,60) e estados (R$ 0,60). Com o subsídio federal anterior de R$ 0,32, o total chega a R$ 1,52 por litro.

