PGR tentou barrar quebra de sigilo de Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

PGR tentou barrar quebra de sigilo de Lulinha

Parecer aponta falta de provas contra filho de Lula; STF autorizou medida

Lulinha manteve pagamentos a contador investigado por ligação com o PCC
Foto: Reprodução.

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Por Redação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido da Polícia Federal de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático do Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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Segundo apuração do O Globo, em parecer sigiloso enviado ao Supremo Tribunal Federal, o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, afirmou que não havia elementos suficientes para justificar a medida no momento do pedido. Apesar disso, a quebra de sigilo foi autorizada pelo ministro André Mendonça em janeiro deste ano.

Segundo a PGR, a Polícia Federal não apresentou provas que comprovassem o envolvimento direto de Lulinha no esquema de fraudes no INSS, investigado pelos órgãos de controle.

A avaliação do órgão foi de que os indícios reunidos indicavam apenas a relação pessoal entre Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, também alvo de investigação. Ambos tiveram sigilos quebrados por decisão do STF.

Uma das linhas de apuração da Polícia Federal é se a empresária atuou como intermediária entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes, apontado como operador do esquema.

Investigadores identificaram cinco pagamentos feitos por Antunes à empresária, no valor de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão entre novembro de 2024 e março de 2025.

Em depoimento à Polícia Federal, um ex-funcionário de Antunes afirmou que o operador pagava uma mesada de cerca de R$ 300 mil ao filho do presidente. O conteúdo foi compartilhado com a CPI do INSS.

A Polícia Federal também apontou que Lulinha “em tese, poderia atuar como sócio oculto” do operador, mas destacou que não havia indícios de participação direta nos descontos indevidos a aposentados.

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