Organização judaica alerta para antissemitismo na Espanha
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Mundo

Organização judaica alerta para antissemitismo e desaconselha viagens à Espanha

Vice-presidente do Congresso Judaico Mundial cita clima hostil e insegurança para judeus

Homem caminha ao longo de um edifício cuja fachada está coberta com Estrelas de Davi pintadas durante a noite, no distrito de Alesia, em Paris — Foto: Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP
Homem caminha ao longo de um edifício cuja fachada está coberta com Estrelas de Davi pintadas durante a noite, no distrito de Alesia, em Paris — Foto: Geoffroy VAN DER HASSELT / AFP

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O austríaco Ariel Muzicant, vice-presidente do Congresso Judaico Mundial, recomendou que judeus e cidadãos israelenses não viajem para a Espanha devido ao que considera um clima de antissemitismo sem precedentes desde a época da Inquisição.

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Em comunicado, Muzicant afirmou que o ambiente no país se agravou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o início da guerra em Gaza.

Segundo ele, há “um clima antissemita e anti-israelense insuportável na Espanha, como não se via desde a Inquisição em 1492”, atribuído a “declarações e ações antissemitas”.

“Ontem, o Ministro dos Transportes espanhol, Óscar Puente, afirmou que o perigo para a Europa não são os mísseis iranianos, mas Israel. O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, pretende legalizar a permanência de centenas de milhares de refugiados ilegais, em sua maioria muçulmanos”, declarou.

Muzicant também afirmou que a comunidade judaica no país vive sob tensão.

“Os poucos judeus que vivem na Espanha o fazem com extremo medo” de ataques terroristas.

O Congresso Judaico Mundial, fundado na Suíça, representa comunidades judaicas em mais de cem países e atua no combate ao antissemitismo e na defesa de Israel.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem adotado posições críticas a Israel desde o início do conflito no Oriente Médio. Entre as medidas, classificou a ofensiva em Gaza como “genocídio”, reconheceu o Estado palestino e apoiou ações na Corte Internacional de Justiça.

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