“Não vamos nos intimidar”, diz Andrei sobre caso Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

“Não vamos nos intimidar”, diz Andrei sobre caso Master

Chefe da PF afirma que investigação sobre fraude bilionária seguirá até o fim

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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Por Redação

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (18) que a corporação não recuará diante de pressões e seguirá investigando “até o fim” as suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro ligadas ao Banco Master.

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A declaração foi feita durante evento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), em São Paulo, em meio à intensificação das apurações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro. Segundo Rodrigues, a atuação da PF continuará baseada em critérios técnicos, sem distinção de alvos.

“Vamos investigar todos aqueles que tivermos que investigar, dentro do devido processo legal. Não seremos intimidados por ninguém”, declarou.

O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça, que recentemente determinou a retomada do ritmo regular das investigações. A decisão restabeleceu diligências como perícias e depoimentos, além de restringir o acesso aos autos para evitar vazamentos e interferências externas.

A Polícia Federal já solicitou a prorrogação do inquérito, medida considerada comum em investigações de grande complexidade. A expectativa é que Mendonça se manifeste nos próximos dias.

Sem citar diretamente adversários, Rodrigues criticou o que chamou de ataques à instituição e apontou uma tentativa de desviar o foco da investigação principal.

“O que se discute hoje são fofocas, questões periféricas, enquanto existe uma fraude de dezenas de bilhões de reais sendo investigada”, afirmou.

A fala faz referência à repercussão de conteúdos paralelos ao caso, como mensagens de cunho pessoal envolvendo Vorcaro, que ganharam espaço nas redes sociais. Para a PF, esse tipo de exposição contribui para diluir a gravidade das suspeitas financeiras.

A postura adotada pelo comando da PF ocorre em um cenário de crescente politização de investigações sensíveis. Nos bastidores, há preocupação de que o debate público esteja sendo contaminado por interesses que buscam desacreditar ou constranger o avanço das apurações.

Ao assumir a relatoria, Mendonça também reverteu limitações anteriores impostas pelo ministro Dias Toffoli, devolvendo maior autonomia operacional aos investigadores — movimento interpretado como essencial para garantir o andamento técnico do caso.

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