José Antonio Kast assume presidência do Chile
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Mundo

José Antonio Kast assume presidência do Chile

Líder do Partido Republicano toma posse em Valparaíso após vitória eleitoral

Foto: Flickr/ Equipe Kast

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Por Redação

O líder conservador José Antonio Kast tomou posse nesta quarta-feira (11) como presidente do Chile, em cerimônia realizada na cidade de Valparaíso. A solenidade reuniu chefes de Estado e autoridades internacionais, entre eles o presidente do Equador, Daniel Noboa, o presidente da Argentina, Javier Milei, e o rei da Espanha, Felipe VI.

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O presidente do Brasil, Lula (PT), havia indicado presença no evento, mas cancelou a viagem. O governo brasileiro foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O Palácio do Planalto não detalhou as razões da mudança de agenda, que ocorreu após a confirmação da ida do senador Flávio Bolsonaro à cerimônia.

Fundador do Partido Republicano do Chile, Kast venceu a candidata governista Jeannette Jara com quase 60% dos votos. A campanha foi marcada por promessas de endurecimento no combate à criminalidade e respostas mais rígidas à crise migratória enfrentada pelo país nos últimos anos.

Advogado de 60 anos e ligado a setores conservadores, Kast chega ao poder após três tentativas presidenciais. Em 2021, ele havia sido derrotado no segundo turno pelo então candidato de esquerda Gabriel Boric. Na disputa mais recente, priorizou temas ligados à segurança pública e à economia, deixando em segundo plano pautas culturais que marcaram campanhas anteriores.

Na área de segurança, o novo presidente defende medidas inspiradas em políticas adotadas por Donald Trump, nos Estados Unidos, e por Nayib Bukele, em El Salvador. Entre as propostas estão ações mais duras contra organizações criminosas, reforço da vigilância nas fronteiras e expulsão de estrangeiros em situação irregular.

No campo econômico, o governo promete reduzir despesas públicas em cerca de US$ 6 bilhões, além de promover cortes de impostos e uma reestruturação administrativa que prevê diminuir o número de ministérios de 25 para 12.

O mandato de Gabriel Boric chega ao fim com baixos índices de aprovação.

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