Durante o programa ALive desta quarta-feira (11), o presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o Lula e o PT “destruíram toda uma geração” de brasileiros com “projetos megalomaníacos”, “corrupção” e “ideias erradas”.
“A nossa geração aqui, o final da geração X e os millennials, foi a geração que foi sabotada pelo PT”, afirmou Ribeiro. “Nos últimos 20 anos, quando a gente pega todos os países da América do Sul, se tirar a Argentina e a Venezuela, que estavam mergulhadas no kirchnerismo e no bolivarianismo, o Brasil foi o país que menos cresceu”.
“A gente cresceu, em média, nos últimos 20 anos, 2%”, salientou. “Quando a gente pega o Paraguai, e tem muita gente indo agora para o Paraguai, o Paraguai cresceu o dobro, cresceu 4%”.
“Então imagina se a gente tivesse feito o mínimo, o básico, o feijão com arroz, que o Paraguai fez, e tivéssemos crescido algo semelhante ao que o Paraguai cresceu, hoje nós teríamos um PIB per capita equivalente ao que tem Portugal e a Polônia”.
Para Ribeiro, o PT “sabotou toda uma geração” que, ao entrar no mercado de trabalho, encontrou uma moeda desvalorizada e dificuldades econômicas: “Viu a sua moeda totalmente desvalorizada perante ao dólar, perante ao euro, não encontrou bons empregos, a renda média totalmente depreciada, cidadão se forma na faculdade, não tem a menor condição de se dar entrada em um imóvel, e quando consegue, tem que financiar em 40 anos”.
“É surreal, você tirou o sonho dos brasileiros, não à toa temos milhões e milhões e milhões de brasileiros que foram embora [do Brasil]”, continuou. “Eu tenho certeza absoluta que você que está nos assistindo tem um parente, um amigo, um conhecido que já desistiu do Brasil”.
Segundo Ribeiro, os “esforços” do Novo para “remover o PT” e “tirar do Supremo Tribunal Federal juízes corruptos através do Senado Federal, elegendo novos senadores se preciso”, terão resultado “no longo prazo”: “Nós também precisamos ter paciência e resiliência”.
Ribeiro também comentou a migração de parlamentares do PL para o Novo. De acordo com ele, o movimento ocorre por “questões regionais”, “viabilidade eleitoral” e problemas de “afinidade”.
O dirigente disse ainda que o crescimento da sigla ocorre tanto pela iniciativa de políticos interessados em se filiar quanto pelo esforço do partido em buscar novos nomes.
Segundo ele, o Novo também mantém conversas com parlamentares do União Brasil e do PP, que “talvez não estejam se sentindo tão confortáveis” em suas legendas atuais e “que têm vontade de vir para o Novo”.
“[Eles] veem viabilidade dentro do Novo, dentro do projeto do Novo, ajudar a construir o partido e ajudar na sua carreira política. Então o Novo vai crescer bastante nessas eleições, eu tenho certeza disso, para além desses deputados com mandato”, afirmou.

Durante o programa, o apresentador Claudio Dantas comentou críticas feitas a parlamentares que deixam o PL para se filiar ao Novo. Segundo ele, parte do debate público tem classificado o movimento como “traição”, avaliação da qual discorda.
Para o jornalista, quem se beneficia de disputas internas entre a direita “é a esquerda”: “Eu sugiro que lavem a roupa suja ali no tanque e depois prenda ali, deixa secar a roupa, depois põe a roupa, veste a roupa e vai passear”.
Segundo Dantas, o “eleitor indeciso” observa esses conflitos e questiona a capacidade da direita de governar: “‘Se o pessoal não consegue nem se entender, como é que vai governar? Eles não conseguem entrar num consenso entre eles, como é que vai governar? Eu vou anular meu voto’”.
“Então esse é um dos motivos, talvez um dos principais motivos que a gente precisa ter em conta aqui nesse desafio da direita para 2026, para outubro”, completou.

