Motta defende investigação sem interferência sobre fraude no Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Motta defende investigação sem interferência sobre fraude no Master

Presidente da Câmara afirma que apuração deve ocorrer com imparcialidade e diz que caso pode influenciar debate eleitoral

O parlamentar ressaltou que as instituições responsáveis pela apuração precisam atuar com autonomia. Marina Ramos / Câmara dos Deputados.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (9) que as investigações relacionadas à fraude financeira envolvendo o Banco Master devem ocorrer de forma independente e sem interferências políticas.

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Em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, o parlamentar ressaltou que as instituições responsáveis pela apuração precisam atuar com autonomia para identificar eventuais irregularidades e responsabilizar os envolvidos.

Segundo ele, decisões recentes tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o trabalho conduzido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal demonstram que o caso está sendo acompanhado de perto.

Na semana passada, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso no âmbito das investigações, o que intensificou a repercussão política do caso em Brasília.

No Congresso Nacional, parlamentares têm pressionado pela criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para tratar do tema.

Na Câmara, porém, a instalação de um novo colegiado enfrenta entraves devido à fila de pedidos de CPIs que aguardam análise. Parte da oposição também passou a questionar possíveis vínculos entre ministros do STF e o empresário investigado.

Motta avaliou que o episódio pode acabar sendo explorado durante a campanha eleitoral deste ano, mas afirmou que o debate político não deve se limitar ao caso.

“Historicamente, operações e investigações acabam entrando no discurso eleitoral, com narrativas construídas conforme a conveniência de cada grupo político”, disse.

Apesar disso, o presidente da Câmara defendeu que as discussões eleitorais priorizem temas ligados às dificuldades enfrentadas pela população.

“Espero que o debate ocorra menos no campo policial e mais em torno dos problemas concretos da vida dos brasileiros”, declarou.

Entre as pautas que devem avançar na Câmara nesta semana, Motta citou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a regulamentação das regras para trabalhadores de aplicativos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da jornada de trabalho terá a primeira audiência pública na terça-feira (10), com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Já o projeto voltado aos entregadores de aplicativos aguarda análise em comissão especial da Casa.

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