Filho de Khamenei é o novo aiatolá do Irã
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Filho de Khamenei é o novo aiatolá do Irã

Mojtaba Khamenei rompe a tradição ao suceder o pai e indica radicalização no regime contra população e vizinhos

Mojtaba Khamenei assume no lugar do pai, morto pelos EUA
Mojtaba Khamenei assume no lugar do pai, morto pelos EUA

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Por Claudio Dantas

Assembleia de Peritos do Irã oficializou neste domingo a nomeação de Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como o novo Líder Supremo da República Islâmica. A decisão ocorre uma semana após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel.

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A escolha de Mojtaba marca uma quebra na tradição do regime estabelecido em 1979, que historicamente rejeitou a sucessão hereditária para se distanciar do modelo monárquico do Xá.

Segundo relatos da mídia estatal e de veículos internacionais, a eleição foi fortemente influenciada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que vê em Mojtaba uma figura capaz de garantir a continuidade ideológica e a segurança militar em um momento de guerra.

Perfil do Novo Líder

  • Histórico Silencioso: Mojtaba é o segundo filho de Ali Khamenei e, embora não tenha ocupado cargos políticos formais, era amplamente considerado o “braço direito” do pai na gestão dos setores de inteligência e repressão interna.
  • Linha-Dura: Conhecido por sua postura inflexível contra protestos populares, ele assume o poder com a promessa de “vingar a morte do pai” e manter a resistência contra o que o regime denomina “o Eixo do Mal”.
  • Legitimidade Clériga: Sua ascensão foi viabilizada pela Assembleia de Peritos, composta por 88 clérigos de alto escalão, sob o comando interino de Alireza Arafi desde o início da crise.

A nomeação de Mojtaba intensificou as tensões globais:

  • Estados Unidos: O presidente Donald Trump monitorou de perto a transição, afirmando que a prioridade de Washington é um líder que colabore com a estabilidade regional, o que parece distante com o perfil agressivo de Mojtaba.
  • Israel: As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um alerta imediato, afirmando que continuarão a perseguir qualquer sucessor que mantenha a política de agressão contra o Estado judeu.
  • Mercado Econômico: O anúncio provocou um salto nos preços das commodities, com o petróleo ultrapassando a marca de US$ 100 o barril, refletindo o medo de um bloqueio no Estreito de Ormuz ou de uma escalada militar direta entre as potências.

A posse de Mojtaba Khamenei ocorre sob o som de sirenes em Teerã, enquanto o país se prepara para novos desdobramentos de um conflito que já alterou permanentemente a geopolítica do Oriente Médio.

POSSE E SANÇÕES

Após a decisão da Assembleia, o Secretariado (liderado por Ahmad Alamolhoda) deve emitir o comunicado oficial. O novo líder presta juramento perante a Assembleia de Peritos e o Conselho de Guardiões. Mojtaba Khamenei deve receber formalmente o controle das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária (IRGC), que já apoia sua nomeação.

É tradição que o novo líder busque o reconhecimento e a legitimidade dos grandes aiatolás na cidade sagrada de Qom para consolidar sua autoridade religiosa. Espera-se um pronunciamento que defina o tom da resposta iraniana aos ataques recentes de Israel e EUA.

Imediatamente após os rumores e a confirmação da nomeação, potências ocidentais reagiram com novas medidas restritivas:

    • Bloqueio de Ativos Individuais: Os EUA e a União Europeia impuseram sanções diretas a Mojtaba Khamenei e aos membros da Assembleia de Peritos que participaram da votação, congelando quaisquer bens no exterior.
    • Sanções à Logística Petrolífera: O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou medidas contra 30 entidades e embarcações envolvidas em “vendas ilícitas de petróleo” que financiam a Guarda Revolucionária.
    • Restrições Tecnológicas e de Mísseis: Novas sanções visam impedir que o Irã importe componentes para a produção de mísseis balísticos e drones avançados.
    • Advertências Diplomáticas: Donald Trump advertiu que a nova liderança “não durará muito” sem um acordo que atenda às exigências americanas sobre o programa nuclear e o fim do financiamento a grupos armados

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