O Banco Central (BC) acaba de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A instituição é controlada pelo ex-CEO e ex-sócio petista do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
A autarquia também liquidou a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Guga Lima comprou o antigo Banco Voiter (atual Banco Pleno) em 2025.
O conglomerado, de acordo com o BC, detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e a liquidação foi motivada “pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações” da autarquia.
Ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada.

Guga Lima, CredCesta e Vorcaro
O CredCesta, de Guga Lima, marcou a estreia do Banco Master no mercado de crédito consignado. Criado por Augusto Lima em 2018, surgiu após o empresário baiano vencer uma licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos).
Em 2020, Lima entrou na sociedade do Banco Master, então chamado Banco Máxima, levando o CredCesta como um de seus principais ativos. Mais da metade do lucro do banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, vinha do CredCesta.
O ex-sócio petista de Vorcaro deixou o Master em maio de 2024. Em junho de 2025, adquiriu o Banco Voiter, que passou a se chamar Banco Pleno, após autorização do Banco Central de Gabriel Galípolo. Ele realizou aportes de cerca de R$ 160 milhões e concentrou na nova instituição as operações de crédito consignado, incluindo o Credcesta.
