Toffoli classifica pedido de suspeição da PF como “ilação”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Toffoli classifica pedido de suspeição da PF como “ilação”

Gabinete do ministro afirma que a Polícia Federal não tem legitimidade para o requerimento

Segundo a nota, a PF não teria legitimidade para apresentar o requerimento. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF.

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O gabinete do ministro Dias Toffoli classificou na noite desta quarta-feira (11) como “ilação” o pedido de suspeição apresentado pela Polícia Federal (PF) com base em mensagens encontradas no celular e na nuvem do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

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Segundo a nota, a PF não teria legitimidade para apresentar o requerimento, e a resposta será dada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Confira a nota:

“O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte.”

Dispositivos eletrônicos

Mais cedo, o portal UOL divulgou que a PF localizou conversas de Vorcaro, registradas desde 2021, que mencionam Toffoli. O material foi obtido em perícia nos dispositivos eletrônicos e no armazenamento em nuvem do empresário. Como o ministro é relator das investigações sobre o Banco Master, os investigadores optaram por enviar o relatório a Fachin, que deve avaliar os próximos passos.

Além disso, o jornal Folha de S. Paulo informou que a corporação solicitou análise sobre possível suspeição de Toffoli.

Um pedido semelhante já havia sido encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o procurador-geral Paulo Gonet não deu andamento, considerando que a questão já havia sido analisada em requerimento de parlamentares.

Até o momento, o conteúdo exato das conversas permanece sob sigilo.

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