Flávio contesta convocação de sócia na CPMI do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Flávio contesta convocação de sócia na CPMI do INSS

Senador diz que administradora de seu escritório não tem ligação com esquema investigado

O parlamentar reiterou que não há qualquer vínculo entre a funcionária e as investigações em curso. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Por Redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o pedido de convocação de uma funcionária de seu escritório de advocacia à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Em nota divulgada neste domingo (1º), o parlamentar afirmou que a iniciativa tem motivação política e negou qualquer relação da funcionária com o esquema de fraudes investigado.

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“A esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula, que roubou centenas de milhões de reais dos aposentados do INSS”, declarou o senador.

O requerimento, apresentado por parlamentares do PT, pede a convocação de Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia Zero Um, fundado em 2021 e que tem Flávio como sócio. O pedido deve ser analisado pela CPMI nas próximas semanas.

Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os dois são ligados a uma empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, que é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada às fraudes contra aposentados e pensionistas.

No requerimento, os autores afirmam haver indícios de ligação entre o senador e o núcleo investigado. O documento cita entrevista em que Letícia afirmou ter sido indicada para o cargo pelo advogado Willer Tomaz, que já atuou na defesa de Alexandre Caetano e é apontado como próximo de Flávio Bolsonaro.

Na nota, o senador rejeitou essa interpretação e afirmou que a atuação da funcionária se limita a tarefas administrativas.

“Letícia Caetano dos Santos é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais”, afirmou. Segundo ele, a administradora “deve prestar serviços para diversas outras pessoas e empresas”.

Flávio Bolsonaro também esclareceu que Letícia não é sócia do escritório.

“Ela figura como ‘administradora NÃO-sócia’ tão somente porque a legislação considera senador da República uma ‘Pessoa Exposta Politicamente (PEP)’, o que não permite que eu seja administrador da minha própria empresa”, disse.

O parlamentar reiterou que não há qualquer vínculo entre a funcionária e as investigações em curso.

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