Caso Master: PF desmarca depoimento de ex-sócio de Vorcaro ligado ao PT
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Caso Master: PF desmarca depoimento de ex-sócio de Vorcaro ligado ao PT

Sócio petista de Vorcaro ficou bilionário com ajuda de Rui Costa e Jaques Wagner
Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

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Por Redação

Defesa alegou falta de acesso aos autos da investigação envolvendo o Master

A Polícia Federal (PF) cancelou os depoimentos de Augusto Ferreira Lima, ex-executivo do Master e sócio do Banco Pleno (ex-Voiter), de Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master, e de Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente do BRB, que estavam marcados para hoje (27).

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Segundo as defesas, os investigados ainda não tiveram acesso ao conteúdo das investigações e, por isso, optaram por não responder aos questionamentos da Polícia Federal.

Já Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master, prestou depoimento de forma virtual. Ele havia se colocado à disposição para depor desde novembro, quando foi preso na primeira fase da operação Compliance Zero. Atualmente, Bull é monitorado por tornozeleira eletrônica.

Após a oitiva, o advogado Augusto de Arruda Botelho, que representa Bull e viajou de jatinho com Dias Toffoli, relator do caso no Supremo, afirmou que seu cliente “sempre esteve e continuará à disposição das autoridades”.

“[Ele] Respondeu hoje a absolutamente todas as perguntas, tanto da autoridade policial, quanto do Ministério Público, quanto do juiz instrutor do Supremo Tribunal Federal, no interesse sempre de colaborar com as investigações e assim que ele vai se portar durante todo esse caso”, disse o advogado.

Augusto Ferreira Lima, PT e os consignados do Master

Augusto Ferreira Lima, que tinha depoimento previsto para as 16h, é apontado pelas investigações como responsável direto pelas decisões do Master em conjunto com Daniel Vorcaro, além de atuar nas relações públicas da instituição.

O empresário é ligado ao núcleo do PT na Bahia e, de acordo com o próprio Vorcaro em depoimento à PF, era quem “tocava a área do consignado” do Master. Além de comandar o consignado da instituição, Lima foi quem levou para o banco as empresas Tirreno e Cartos, que geraram as carteiras de consignado sem lastro negociadas com o BRB.

Vorcaro alegou à PF que, como presidente do Master, “não entrava nos detalhes, seja da originação, seja de qualquer questão operacional do consignado”. “A gente realizou ao longo desse período, desses últimos anos, várias sessões para diversos investidores das carteiras que a gente originava, principalmente com o produto CredCesta, que era o principal”, afirmou o banqueiro.

O Credcesta surgiu na privatização da estatal de supermercados da Bahia, na gestão Rui Costa, em 2018. Ele cresceu rapidamente, a ponto de se tornar metade do lucro do Master, entrando em mais de 160 municípios, em 20 estados diferentes.

Em 2024, Lima negociou sua saída do banco de Vorcaro e, no ano passado, foi autorizado pelo BC de Galípolo a comprar o banco Voiter, rebatizado de Pleno, levando consigo a carteira de consignado do CredCesta. A operação foi toda validada pela autarquia, que já questionava a gestão do Master.

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