BTG compra fazendas do grupo de Washington Cinel em recuperação judicial
Brasília, Domingo, 05 de julho de 2026
Economia

BTG compra fazendas do grupo de Washington Cinel em recuperação judicial

Ativos agrícolas ligados ao dono da Gocil integram plano aprovado em 2025 e somam propriedades em três estados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O banco BTG Pactual acertou a compra das fazendas agrícolas do Grupo Handz, controlado pelo empresário Washington Umberto Cinel, que também comanda a Gocil, uma das maiores empresas de segurança privada do país.

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Em março de 2025, o grupo obteve a aprovação do plano de recuperação judicial iniciado em setembro de 2023. O acordo prevê desconto de 40% sobre dívidas que superam R$ 1,7 bilhão.

Embora a Gocil seja o negócio mais conhecido, o grupo mantinha atuação relevante no setor agrícola. Do total da dívida apresentada, cerca de R$ 1 bilhão está concentrado em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e Fiagros. Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal figuram entre os principais credores.

No processo de recuperação, as fazendas foram reunidas sob a holding Brangus Nova Olinda Participações Societárias, alvo da aquisição pelo BTG. Os ativos incluem propriedades voltadas à produção de cana-de-açúcar, arroz, soja e milho, nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Maranhão, além da criação de bovinos em áreas paulistas e gaúchas.

A alienação dos ativos tem como finalidade viabilizar o cumprimento do plano aprovado pelos credores, com geração de recursos destinados ao pagamento de obrigações do Grupo Handz. Após a quitação dos débitos previstos, os valores remanescentes poderão ser direcionados ao capital de giro ou a investimentos operacionais.

Procurados, o BTG Pactual e Washington Cinel informaram que não comentariam a operação.

A atuação do BTG no mercado de terras agrícolas ocorre após perdas registradas desde 2021 com recuperações judiciais de produtores rurais. As fazendas dadas como garantia vêm sendo arrendadas, e os valores obtidos são utilizados para remunerar cotistas dos fundos de terras agrícolas administrados pelo banco.

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