Irmão de Dias Toffoli confirma que empresa da família foi sócia de resort no Paraná
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Irmão de Dias Toffoli confirma que empresa da família foi sócia de resort no Paraná

Foto: Reprodução/ Tayayá Aqua Resort.

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Por Redação

O empresário José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, declarou nesta quinta-feira (22) que a empresa Maridt Participações, ligada à sua família, não possui mais qualquer vínculo com o resort de luxo Tayayá, situado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná. Segundo ele, a relação societária foi completamente encerrada em fevereiro de 2025.

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Em nota pública, José Eugênio informou que a Maridt chegou a deter aproximadamente um terço das cotas do empreendimento, mas que a retirada ocorreu de forma gradual, por meio de duas transações realizadas em momentos distintos.

“A Maridt, empresa com sede em Marília/SP, esclarece que não integra atualmente o Grupo Tayayá”, afirmou.

De acordo com o comunicado, a primeira operação ocorreu em setembro de 2021, quando parte da participação foi vendida ao Fundo Arllen. O desligamento definitivo aconteceu em fevereiro deste ano, com a alienação do restante das cotas à empresa PHD Holding.

“A participação anteriormente existente foi integralmente encerrada por meio de duas operações sucessivas”, diz a nota.

José Eugênio ressaltou ainda que todas as movimentações foram feitas dentro da legalidade e comunicadas aos órgãos de controle. Segundo ele, “todos os atos e informações financeiras da Maridt estão devidamente declarados à Receita Federal do Brasil, conforme exigido pela legislação”.

A manifestação do irmão do ministro ocorreu após reportagens apontarem que parentes de Dias Toffoli estiveram ligados ao resort Tayayá em diferentes períodos.

O empreendimento ganhou destaque nacional após a revelação de que, além de familiares do magistrado, também contou com a participação de fundos de investimento associados ao Banco Master, instituição que é alvo de investigações por suspeitas de irregularidades financeiras.

O Tayayá passou a ter um novo controlador no fim de 2025, quando o controle societário foi assumido por Paulo Humberto Costa, advogado goiano que atua para a JBS, empresa do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Apuração da Folha de S.Paulo mostrou que o Fundo Arllen manteve participação relevante no resort até 2025 e também realizou aportes em uma incorporadora que tinha um primo de Dias Toffoli como sócio. O fundo ainda teria integrado estruturas financeiras citadas em relatórios do Banco Central sobre o funcionamento do Banco Master.

Já o portal Metrópoles revelou que o resort operaria, de forma irregular, um cassino com máquinas caça-níqueis e mesas de pôquer, sendo informalmente chamado por funcionários de “resort do Toffoli”, apesar de os familiares do ministro não figurarem mais oficialmente no quadro societário. Em fevereiro de 2025, a participação ligada aos parentes do magistrado teria sido vendida por cerca de R$ 3,5 milhões.

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