Guarda Revolucionária do Irã ameaça reação e alerta EUA e Israel
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Mundo

Guarda Revolucionária do Irã ameaça reação e alerta EUA e Israel

Comandante diz que força está “com o dedo no gatilho” em meio a protestos e tensão regional

Chefe da Guarda Revolucionária afirma que Irã está “com o dedo no gatilho” e adverte EUA e Israel contra “erros de cálculo”.

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Por Redação

O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Mohammad Pakpour, alertou hoje (22) Estados Unidos e Israel contra “erros de cálculo” e afirmou que a força está “com o dedo no gatilho”.

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A declaração foi divulgada pela televisão estatal iraniana durante celebração do dia nacional dedicado à Guarda Revolucionária, cuja missão é proteger a revolução islâmica de 1979 de ameaças internas e externas.

“Evitem quaisquer erros de cálculo, aprendendo com as experiências históricas e com o que aprenderam na guerra imposta de 12 dias, para que não enfrentem um destino mais doloroso e lamentável”, disse Pakpour.

Segundo o comandante, “a Guarda Revolucionária Islâmica e o querido Irã estão com o dedo no gatilho, mais preparados do que nunca, prontos para cumprir as ordens e medidas do comandante supremo em chefe”.

As declarações ocorrem em meio a protestos iniciados no fim de dezembro, que se espalharam pelo país e foram reprimidos pelas forças de segurança. Ativistas acusam a Guarda Revolucionária de atuar diretamente na repressão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem mantido em aberto a possibilidade de novas ações militares contra o Irã, após Washington apoiar e participar da guerra de 12 dias travada por Israel em junho.

Pakpour assumiu o comando da Guarda Revolucionária no ano passado, após a morte de seu antecessor, Hossein Salami, em um ataque israelense durante o conflito, episódio que expôs falhas de segurança e infiltração de inteligência no regime iraniano.

A Guarda Revolucionária é classificada como organização terrorista por países como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Ativistas pressionam a União Europeia e o Reino Unido para que adotem a mesma classificação.

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