Ex-estrategista de Trump critica Lula após artigo sobre captura de Maduro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Ex-estrategista de Trump critica Lula após artigo sobre captura de Maduro

Jason Miller chamou de “patético” o texto do presidente brasileiro no New York Times

O ex-assessor classificou como “capítulo lamentável” a prisão de Bolsonaro. Foto: Reprodução/ X Jason Miller.

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Por Redação

O ex‑estrategista da comunicação da Presidência dos Estados Unidos no governo Donald Trump (Republicano), Jason Miller, criticou duramente o presidente Lula (PT) após um artigo do chefe do Executivo brasileiro no The New York Times em que Lula questiona a ação militar americana que levou à captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro.

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No texto publicado neste domingo (18), Lula qualificou a ofensiva dos Estados Unidos em Caracas como “mais um capítulo lamentável na contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.

Ele ressaltou que o emprego unilateral da força ameaça a estabilidade global e fragiliza mecanismos de cooperação entre nações, além de defender que o destino da Venezuela deve ser decidido pelo próprio povo venezuelano.

A publicação também enfatizou que, segundo o presidente brasileiro, o uso frequente de ações militares como instrumento de política externa pode minar a paz e a segurança no hemisfério, e que a região pertence a todos os seus povos e governos, não a uma potência isolada.

Miller reagiu

Em reação ao posicionamento do líder brasileiro, Miller usou sua conta no Instagram para atacar Lula e fazer referência ao ex‑presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL).

“Lula, fique de fora dessa”, escreveu o ex‑assesso.

Ele acrescentou que, em sua visão, alvos mais apropriados para o termo “capítulo lamentável” seriam episódios como a prisão de Bolsonaro, a falta de assistência médica ao ex‑mandatário e a presença econômica chinesa no Brasil.

Miller ainda classificou o artigo no jornal americano como “patético”.

A operação militar em Caracas, conduzida pelos Estados Unidos no dia 3 de janeiro, envolveu forças especiais e resultou na captura de Maduro e de sua companheira, Cilia Flores. Autoridades americanas afirmam que a ação tinha como objetivo combater o narcoterrorismo.

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