Urgente: BC decreta liquidação extrajudicial da Reag
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Urgente: BC decreta liquidação extrajudicial da Reag

Foto: Divulgação/Reag

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

De acordo com BC, liquidação da Reag se deu por “graves violações”

O Banco Central (BC) acaba de decretar a liquidação extrajudicial da da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM. Se trata da empresa que faz a gestão dos fundos no grupo da Reag Investimentos.

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Com a decisão, as operações da CBSF foram encerradas de imediato. A medida atinge a instituição, mas não os fundos em si. Os fundos permanecem ativos, mas precisarão buscar novas instituições para assumir sua administração.

O fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão ontem (14), durante a 2ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master.

De acordo com nota divulgada pelo BC, a liquidação “foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”.

O BC disse também que “continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais”.

O resultado das apurações, de acordo com a autarquia, “poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e ao encaminhamento de comunicações às autoridades competentes”, conforme a legislação vigente.

“Ainda nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, concluiu o BC na nota.

Um fundo administrado pela Reag chegou a receber R$ 450 milhões em uma operação com o Master e multiplicou seu patrimônio em cerca de 30 mil vezes em apenas 20 dias.

O Fundo Brain Cash tinha 20 dias de existência quando recebeu os recursos, originados de um empréstimo da instituição de Daniel Vorcaro. A operação foi a única registrada no balanço do fundo no período e fundo tinha apenas um cotista: uma empresa comandada por uma ex-funcionária da Reag.

No ano passado, a empresa de Mansur foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura conexões entre o PCC, o setor de combustíveis e o mercado financeiro.

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