Master batizou fundos com nomes de personagens de “Frozen”
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Master batizou fundos com nomes de personagens de “Frozen”, aponta investigação

PF identifica fundos “Olaf”, “Anna” e “Hans” em apuração sobre gestão fraudulenta no banco

Dono do Banco Master
Foto: Repupl

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Por Redação

Investigações sobre o Banco Master identificaram que fundos vinculados ao esquema sob apuração receberam nomes de personagens do filme Frozen, da Disney.

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Documentos obtidos nesta quarta-feira (14) mostram a existência dos seguintes fundos:

  • Olaf 95 Fundo de Investimento;
  • Anna Fundo de Investimentos em Cotas;
  • Hans 95 Fundo de Investimento Financeiro.

Segundo investigadores, ainda não há explicação formal para a escolha dos nomes. Em conversa informal, um investigador comentou: “A hipótese mais provável é a de que se tratava de dinheiro frio”.

A apuração é conduzida pela Polícia Federal, que investiga suspeitas de gestão fraudulenta envolvendo o banco.

Operação Compliance Zero

A segunda fase da Operação Compliance Zero cumpriu 42 mandados de busca e apreensão. As ordens foram autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

As buscas atingiram endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Master, e a familiares, incluindo pai e irmã. Também foram autorizados sequestros e bloqueios de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Em nota, a defesa do banqueiro afirmou que ele tem colaborado com as autoridades e que “todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”. Os advogados disseram ainda que não tiveram acesso aos autos.

Fraude bilionária

O caso do Banco Master ganhou dimensão nacional após o Banco Central decretar, em novembro, a liquidação extrajudicial da instituição. A medida ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em operações estimadas em R$ 12,2 bilhões.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o episódio pode configurar a “maior fraude bancária” já registrada no país.

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