CPMI do INSS pediu ao STF tornezeleira e retenção do passaporte do filho de Lula
No ALive desta quarta-feira (14), a apresentadora Júlia Lucy e convidados comentaram o pedido da CPMI do INSS ao ministro do STF André Mendonça para que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tenha o passaporte retido, seja impedido de deixar o Brasil e use tornozeleira eletrônica.
Embora não seja oficialmente investigado pela PF, depoimentos apontam que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil de Camilo Antunes, o Careca do INSS, principal lobista da “Farra do INSS”. Provas obtidas pela corporação indicam que ele também seria parceiro de negócios do Careca.
O advogado Rodrigo Saraiva Marinho, que participou do ALive, afirmou que Lulinha poderia ser alvo de um pedido “cautelar” de extradição caso já tenha retornado à Espanha, onde reside atualmente. Segundo veículos de imprensa, o empresário veio ao Brasil para festas de final de ano.
No entanto, Marinho ressaltou que Lulinha “não é investigado, nenhum processo, pelo menos até então” e que juridicamente o pedido feito pelos parlamentares “não há legitimidade”.
Lucy apontou que, se Lulinha “já estiver na Espanha”, o objetivo dele é “fugir da CPMI [do INSS]”: “Porque agora, os parlamentares, possivelmente, conseguiriam convocá-lo, mas, como ele está na Espanha, pronto, é a desculpa perfeita para ele simplesmente não estar presente”.
Já o especialista em segurança pública João Renato, que também participou do programa, reforçou que deputados e advogados não têm “legitimidade” para pedir prisão ou extradição de Lulinha. “O que a gente espera com essa ação é que despertem no Ministério Público, que é o autor da ação, para que ele, sim, faça esse pedido de prisão preventiva”, afirmou.
“A gente sabe da relevância do Lulinha nos bastidores da política brasileira e sabe o poder que ele tem de influenciar decisões para dificultar que o Estado brasileiro consiga apurar todas essas acusações”, completou Renato.

