O presidente Lula (PT) escolheu Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta terça-feira (13), substituindo Ricardo Lewandowski.
Desde a exoneração de Lewandowski, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (9), o comando interino do Ministério da Justiça ficou sob responsabilidade do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.
Atualmente, Lima e Silva atua como advogado-geral da Petrobras, cargo para o qual foi indicado pelo próprio presidente. Antes disso, ocupou por 18 meses a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
Segundo a nota divulgada pelo governo federal, “o convite aconteceu durante encontro no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira, 13 de janeiro, com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto”
Wellington já havia ocupado a pasta da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT), mas sua nomeação foi brevemente suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) devido à sua condição de procurador do Ministério Público da Bahia (MP-BA), exigindo exoneração do cargo para assumir a função ministerial.
Na ocasião, permaneceu no cargo apenas 14 dias, sendo substituído pelo vice-procurador-geral eleitoral Eugênio Aragão.
Natural da Bahia, Lima e Silva ingressou no Ministério Público estadual em 1991, atuando em comarcas do interior antes de ser promovido para Salvador. Na época, o governo da Bahia era comandado por Jaques Wagner (PT-BA), hoje senador e líder do governo no Senado, que teve papel central na nomeação de Lima e Silva para o MP-BA.
Em 2010, foi nomeado procurador-geral de Justiça do estado por dois mandatos consecutivos, função na qual criou o Comitê Interinstitucional de Segurança Pública, voltado à integração de órgãos para aperfeiçoar o sistema de justiça criminal.
Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), possui mestrado em Ciências Criminais e iniciou doutorado em Direito Penal e Criminologia. Sua trajetória combina experiência jurídica e articulação política, atributos que o Planalto considera essenciais para a gestão da pasta.
