Intervenção dos EUA no Irã pode levar a conflito regional
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Intervenção dos EUA no Irã pode desencadear conflito regional

ALive: Intervenção dos EUA no Irã pode desencadear conflito regional
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Para Degaut, estratégia dos EUA pós-Guerra Fria fortaleceu nações antiocidente

Durante o programa ALive de hoje (12), o analista internacional Marcos Degaut afirmou que é possível que os EUA intervenham no Irã no “curto prazo”, mas alertou para o risco de um “conflito regional” no Oriente Médio caso a ação ocorra.

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Ontem (11), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que “opções muito fortes” estão sendo avaliadas contra o Irã em resposta à repressão violenta aos protestos no país, que já deixaram mais de 500 mortos.

Na visão de Degaut, os EUA cometeram um “grande erro” na estratégia de segurança nacional pós-Guerra Fria. Para ele, a política norte-americana permitiu o avanço “econômico, político e militar” de “nações hostis” antiocidente.

Segundo o analista, a estratégia dos EUA “empoderou” o Irã a se tornar o “principal vetor de instabilidade” do Oriente Médio: “O Irã criou, financiou e financia o Hezbollah, partido de Deus, que atua no Líbano, que atua em todo o Oriente Médio. O Irã financia o Hamas, movimento de resistência islâmica, a Jihad islâmica-palestina. O Irã apoia os Houthis no Iêmen. Foi o Irã que, por muito tempo, sustentou o Bashar al-Assad na Síria. É o Irã que, até hoje, financia milícias xiítas no Iraque, que controla grande parte do Iraque”.

Para o analista internacional, os EUA trabalham atualmente com cenários para o Irã: ditadura iraniana reestabelecendo o “controle sobre todo o território nacional”; protestos corroendo a “legitimidade” do regime islâmico; “colapso político do regime” e afastamento de nações aliadas como Rússia e China; e, o último cenário, os EUA se vendo “obrigados a intervir” no país.

Degaut alertou, no entanto, que há preocupação com um conflito regional, pois o Irã possui “capacidades militares que não são desprezíveis”, o que poderia “jogar todo o Oriente Médio em um conflito”. Segundo ele, o principal prejudicado seria Israel, aliada dos EUA e alvo recente de ataques iranianos.

“Não é uma situação fácil, é diferente da Venezuela. Não é simplesmente uma operação para extrair o aiatolá, agora é [Ali] Khamenei. Não é apenas isso”, finalizou Degaut.

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