Ontem publicamos uma pesquisa inédita do Instituto Veritá sobre a percepção da população sobre os serviços públicos nas capitais brasileiras. O que me chamou atenção, mas sem qualquer surpresa, foi não encontrar prefeitos do PT no ranking das 10 melhores gestões. A esquerda, aliás, só tem 1 representante: João Campos, do PSB, que ocupa o último lugar de uma lista dominada por gestores filiados a partidos do centro e da direita.
A gestão com melhor avaliação é a de Léo Moraes, de Porto Velho, do Podemos. Ele é seguido de Eduardo Braide (São Luís/PSD), Antônio Furlan (Macapá/MDB), Arthur Henrique (Boa Vista/PL), Eduardo Pimentel (Curitiba/PSD), JHC (Maceió/PL), Lorenzo Pazolini (Vitória/Republicanos), Emília Corrêa (Aracaju/Republicanos) e Topázio Neto (Florianópolis/PSD).
É importante destacar os partidos desses gestores, justamente pelo conjunto de diretrizes e valores que professam e aplicam no dia a dia do cidadão. Afinal, é nas cidades que vivemos nossas vidas, nosso dia a dia. Uma cidade bem administrada, limpa, com boa zeladoria, parques bem cuidados, iluminação eficiente, calçadas preservadas, boas escolas, é o que faz diferença.
Ninguém vive de likes da internet ou de discurso de palanque.
E cada vez mais o cidadão desperta para esses detalhes, exigindo mais entrega de prefeitos, secretários municipais e vereadores. Isso impulsiona um movimento de baixo para cima, de descentralização, em sentido inverso ao apregoado por partidos de esquerda e, especialmente, pelo PT de Lula. Regimes socialistas são essencialmente centralizadores, verticalizados.
Vendida com a ideia paternalista de cuidado e proteção, a concentração de funções exige a ampliação da máquina, com custo crescente para os pagadores de impostos e controle cada vez maior de cada aspecto da vida do cidadão, que vira súdito, escravo de um Estado pouco eficiente para servir, mas ágil e duro para cobrar e punir.
Esse é o Brasil de hoje sob o PT, um partido incapaz de administrar bem um município. Não apenas capitais, como demonstra o ranking de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das cidades em geral. Quem quer viver bem não elege petistas. Aliás, nem psolistas, como demonstrou a eleição de 2024, na qual o partido de Guilherme Boulos e Érica Hilton não venceu nenhuma Prefeitura.
Fato é que vivemos uma perversão absoluta da função estatal, com serviços de saúde, segurança e educação cada vez mais precários, apesar dos recordes de arrecadação. Em 2026, vai piorar muito a partir com a implementação de uma reforma tributária que extrai ainda mais riqueza de municípios e estados ricos e eficientes, para entregar aos pobres e ineficientes.
Reforma aprovada com apoio do centro e da direita, sob a alegação falaciosa de simplificação, martelada diariamente pelo consórcio de mídia financiado pelo mesmo regime petista. Um tiro no pé de quem defende diariamente mais Brasil, menos Brasília.
