Ao menos 45 manifestantes já foram mortos pela ditadura de Khamenei
O Irã ficou praticamente isolado do mundo exterior nesta sexta (09) após as autoridades bloquearem o acesso à internet em meio à intensificação dos protestos contra o regime.
Voos foram cancelados e em todo o país e sites de notícias iranianos passaram a atualizar informações de forma intermitente. Chamadas telefônicas també foram afetadas.
O Líder Supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou os manifestantes de agirem a serviço do presidente dos EUA, Donald Trump. Em pronunciamento nesta manhã, afirmou que prédios públicos estavam sendo atacados e alertou que Teerã não toleraria pessoas que, segundo ele, atuam como “mercenários a serviço de estrangeiros”.
Os protestos tiveram início em meio à crise econômica, marcada pela desvalorização da moeda nacional e pelo aumento do custo de vida no Irã. Embora não tenham atingido a mesma dimensão das manifestações registradas há 3 anos, os atos se espalharam por diversas cidades do país.
A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, informou que forças de segurança da ditadura iraniana já mataram ao menos 45 manifestantes desde o início dos protestos, incluindo 8 menores de idade.
De acordo com a entidade, a quarta-feira (07) foi o dia mais violento dos protestos até agora, com 13 mortes confirmadas.
Na sexta passada (02), Trump disse que os EUA estavam “prontos” para intervir no Irã caso o regime matasse “manifestantes pacíficos”.
Trump alerta para intervenção no Irã em caso de repressão a protestos
