Marinho acusa veto de Lula ao PL da Dosimetria de “vingança política”
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Marinho acusa veto de Lula ao PL da Dosimetria de “vingança política”

Segundo ele, a medida do PT demonstra hipocrisia e falta de grandeza histórica. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Senador do PL-RN critica decisão do presidente de barrar redução de penas para condenados pelo 8 de Janeiro

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou nesta quinta-feira (8) o veto integral do presidente Lula (PT) ao PL da Dosimetria, que reduziria penas de condenados pelos ataques as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

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Em nota, Marinho afirmou que o governo transforma a defesa da democracia em um instrumento de “vingança política”, mantendo presos brasileiros não para fazer justiça, mas para sustentar uma narrativa conveniente.

Segundo ele, a medida do PT demonstra hipocrisia e falta de grandeza histórica, ao não discutir clemência em casos que, segundo o senador, poderiam envolver reconciliação nacional.

“Não é justiça. É hipocrisia. É vingança. É perseguição. Democracia não se defende com arbitrariedade. Defende-se com lei, equilíbrio e reconciliação. Liberdade para os presos políticos. Bolsonaro livre!”, escreveu.

O PL da Dosimetria havia sido aprovado pelo Congresso no fim de 2025 e previa mudanças na Lei de Execução Penal, permitindo a redução de penas em casos de múltiplas condenações e agilizando a progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A proposta era defendida por setores da direita como forma de beneficiar também o ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do chamado “núcleo duro” da acusação da Procuradora-Geral da República (PGR).

O veto de Lula, anunciado durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos ataques, ainda será analisado pelo Congresso. Para que a decisão do presidente seja derrubada, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

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