Investigação apura envolvimento de ex-diretores na transação de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito falsas
A Polícia Federal (PF) agendou para o final de janeiro e início de fevereiro uma nova rodada de depoimentos na investigação sobre a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Executivos de ambos os bancos, além de ex-diretores, foram convocados para esclarecer sua participação na negociação envolvendo a venda de carteiras de crédito consignado falsas, totalizando R$ 12 bilhões. As informações são do jornal Estadão.
Entre os convocados estão Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master; Luiz Antônio Bull, ex-diretor da instituição; Dario Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro do BRB; e Robério Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB.
A PF busca identificar a responsabilidade de cada um no processo de venda das carteiras fraudulentas.
Até o momento, a PF já ouviu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, em depoimentos realizados no final de dezembro, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.
Durante o interrogatório, foi realizada uma acareação entre Vorcaro e Costa, que trocaram acusações sobre o negócio.
Além das investigações, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central (BC) se envolveram em um conflito jurídico sobre a liquidação do Master.
O ministro do TCU, Jhonatan de Jesus, determinou urgência na inspeção do BC sobre o processo de liquidação, embora o BC tenha questionado judicialmente a decisão, apontando omissões em sua execução.
