Analista diz que candidatura de Flávio fragmenta direita e alerta para riscos caso ele não vença em 2026
Durante o ALive desta quinta-feira (18), o analista internacional Márcio Coimbra comentou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Segundo ele, a princípio parecia um “balão de ensaio” para “vender” o percentual que tem o apoio “dos Bolsonaro”, mas atualmente aparenta ser uma candidatura “pra valer”.
Na visão de Coimbra, Tarcísio de Freitas seria o candidato à Presidência em 2026, e o governador estaria esperando um momento em que o Centrão iria “clamar” por ele concorrer ao Planalto.
O analista afirmou que a presença de Flávio na corrida presidencial do ano que vem fragmenta a direita, já que outros pré-candidatos, como Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, manteriam suas postulações ao Planalto. No entanto, caso Tarcísio concorra, Coimbra acredita que ocorreria uma “união da direita” em torno do nome do governador de SP.
Segundo o presidente do Instituto Monitor da Democracia, Tarcísio é “um nome do Centrão”. Para Coimbra, ele representa a “soma” dos “partidos do Centrão”: “[Tarcísio] é um tecnocrata que tem um bom trânsito em todos os partidos e acredito que teria grandes chances de vencer a eleição”.
“Eu acho que a direita tem grande chance de vencer a eleição do ano que vem. Menos com o Flávio do que com outros candidatos, mas isso não quer dizer que isso seja impossível”, afirmou.
“Eleição é um processo que ocorre durante meses, é algo que está em aberto e pode se mudar por intermédio de estratégias, de nuances, de movimentos que são feitos”, acrescentou Coimbra.
O analista também destacou os riscos da candidatura de Flávio à Presidência: “Precisa vencer, porque se ele não vencer, ele perde o foro privilegiado e sem o foro privilegiado, Flávio certamente acabará na cadeia. Então a gente sabe que o caminho é perigoso. Ele estaria abrindo mão do foro privilegiado por mais oito anos, de uma reeleição assegurada pro Senado no Rio, por uma missão maior”.
“Agora a gente tem que ver se essa missão ela veio pra valer ou não. A gente tem que avaliar ainda o cenário”, concluiu Coimbra.
