Programa substitui Auxílio-Gás e mira 1 milhão de famílias na fase inicial
Em ano pré-eleitoral, o governo Lula (PT) deu início nesta semana à 1ª fase do Gás do Povo, programa que substitui o Auxílio-Gás pago em dinheiro pela entrega direta de botijões de 13 kg. A ação começa beneficiando 997,5 mil famílias de baixa renda em 10 capitais.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, esteve em Belo Horizonte para a entrega simbólica dos primeiros botijões. A capital mineira tem 52.191 famílias contempladas nesta etapa, dentro das 1,2 milhão previstas para todo o estado.
Também participam Salvador (BA), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Belém (PA), Recife (PE), Teresina (PI), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP).
Apesar de oferecer o botijão gratuito, o programa Gás do Povo não inclui o frete, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME).
Anunciado em setembro, o programa promete atingir 15 milhões de famílias até março de 2026 — justamente o último mês antes da campanha eleitoral ganhar ritmo. O governo afirma que o novo modelo oferece “mais dignidade”, mas críticos apontam aumento de gastos e questionam o timing da ampliação.
Pelas regras, famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo terão direito a 4 a 6 botijões por ano, de acordo com o número de moradores. A retirada será feita diretamente em revendas credenciadas, mediante apresentação do cartão do Bolsa Família, cartão do programa ou CPF, além de um código enviado por SMS.
Em Belo Horizonte, 81 revendas aderiram até agora — 32% do total da cidade — cobrindo 69 bairros. No país, mais de 5 mil estabelecimentos estão cadastrados, cerca de 10% das revendas existentes. O Ministério de Minas e Energia diz esperar expansão gradual conforme a consolidação do programa.
As famílias que ainda recebem o Auxílio-Gás em dinheiro continuarão até dezembro. Somente em 2026 migrarão para o modelo de entrega física.
