PF apura investimentos bilionários de fundos de pensão no Banco Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Brasil

PF apura investimentos bilionários de fundos de pensão no Banco Master

PF investiga R$ 1,9 bilhão de fundos estaduais e municipais aplicados no Banco Master, alvo de operação que prendeu Daniel Vorcaro.
foto: PF

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Por Redação

Operações somam R$ 1,9 bilhão aplicados por estados e municípios em títulos sem cobertura do FGC

A PF (Polícia Federal) abrirá novas frentes de investigação sobre a venda de títulos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a fundos de previdência estaduais e municipais. As operações envolveram cerca de R$ 1,9 bilhão aplicados no Banco Master, alvo de operação nesta terça-feira (18), que resultou na prisão do presidente da instituição, Daniel Vorcaro, e de executivos ligados a ele.

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Segundo integrantes da investigação, a PF examinará “toda a extensão dos crimes eventualmente cometidos, inclusive desses fundos”. A corporação avalia se as apurações seguirão no inquérito aberto em 2024 ou se haverá novos procedimentos, a depender da estratégia e do diálogo com o juiz responsável.

Três governos estaduais e uma capital do Nordeste aplicaram recursos nos fundos do Master. Entre eles está o Rioprevidência, que investiu aproximadamente R$ 960 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo banco entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimento previsto para 2033 e 2034. A autarquia informou que negocia a substituição dos papéis por precatórios federais e afirmou que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido.

O TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) havia alertado para o “risco de investimento” do Rioprevidência no Master. Entre maio e julho, o fundo aportou valores bilionários na instituição, que já estava em processo de liquidação extrajudicial.

Os fundos estaduais e municipais têm a função de garantir aposentadorias e pensões de servidores ativos e inativos. Investimentos de alto risco em instituições sob intervenção podem comprometer direitos previdenciários de servidores públicos.

A PF também avalia a possibilidade de deslocamento de foro da investigação, hoje na Justiça Federal de Brasília, com eventual remessa a instâncias superiores conforme o avanço das apurações.

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