A Fictor Holding Financeira, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos – que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão – anunciou há pouco a aquisição do Banco Master S.A..
A operação inclui um aporte imediato de R$ 3 bilhões destinado ao fortalecimento da estrutura de capital do banco e não contempla o Willbank e o Banco Master de Investimentos, que estão sendo negociados com grupos de investidores distintos.
Em pedido submetido ao Banco Central para aprovação, o grupo sinaliza alterações relevantes na diretoria estatutária, com a formação de um novo conselho e a mudança da denominação social da instituição, que passará a se chamar Banco Fictor.
Em nota à imprensa, a Fictor confirmou a operação e informou que o grupo “possui investimentos com presença global, mais de 6.000 colaboradores e um portfólio com mais de 30 empresas no Brasil, Estados Unidos e Europa”.
“Sustentada por um sistema de governança robusto, com atuação em setores vitais da economia, ingressa no setor bancário como passo estratégico para fortalecer sua plataforma de serviços financeiros e consolidar sua expansão internacional.”
“A operação representa o passo de entrada da Fictor no mercado financeiro brasileiro. Seguimos alinhados às melhores práticas de governança, com foco na distribuição de produtos sólidos e desenhados para responder com precisão às demandas do mercado nacional. Mantemos o que sempre guiou nossa trajetória: investir na economia real”, diz Rafael Góis, sócio da Fictor Holding Financeira.
Com a conclusão das etapas regulatórias, o consórcio adquirirá a totalidade das ações de Daniel Vorcaro e elegerá um novo presidente para a instituição.
“Trata-se de uma transação privada, com players complementares e de alcance global. O Banco Master, ao longo dos últimos meses, provou sua força e resiliência, superando desafios significativos. A união dos atuais produtos com a capilaridade de distribuição da Fictor levará o novo banco ao protagonismo no cenário brasileiro, que tanto carece de novos players e de concorrência saudável. Quem sairá ganhando serão os clientes.” afirma Daniel Vorcaro.
