Veja o que a PF apreendeu na operação contra fraudes no INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Veja o que a PF apreendeu na operação contra fraudes no INSS

INSS cobra documentos de mais de 250 mil consignados do Banco Master; repasses foram bloqueados e CPMI convocou Daniel Vorcaro
Prédio INSS. Foto: Rafa Neddermeyer Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Ex-presidente do INSS e ex-procurador da autarquia estão entre os presos

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura o esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

As ações, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluem 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares em 14 estados e no Distrito Federal.

Entre os presos estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e o ex-procurador-geral da autarquia, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, que se entregou à PF em Curitiba. O ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, que chefiou a pasta no governo de Jair Bolsonaro, deverá usar tornozeleira eletrônica.

O que foi apreendido

No Maranhão, a PF encontrou um cofre repleto de cédulas de R$ 50 e R$ 100. O valor total ainda não foi contabilizado.
Em Minas Gerais, os agentes apreenderam maços de dinheiro em reais e dólares, além de munições e carregadores para armas de fogo.
Em Goiás, foram recolhidos um fuzil e uma pistola.
Em São Paulo e Brasília, a operação confiscou veículos de luxo, como um Cadillac Escalade, avaliado em cerca de R$ 500 mil, e um Ford Mustang, vendido no Brasil por mais de R$ 600 mil.

Os investigados

A operação também teve como alvos o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA), vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das entidades sob investigação.

Outro preso é André Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS. Segundo a PF, ele mantinha ligações financeiras com empresas e associações envolvidas no esquema.

Os investigados respondem pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva e ocultação de patrimônio.

A defesa de Alessandro Stefanutto afirmou que “não teve acesso ao teor da decisão judicial” e classificou a prisão como “completamente ilegal”, alegando que o ex-presidente do INSS colabora com as investigações desde o início e está “confiante em provar sua inocência”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade