Ação cumpre 63 mandados de busca e 10 de prisão preventiva em 15 estados e no DF
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura roubo bilionário em descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
As equipes cumprem 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e outras medidas cautelares em 15 estados e no Distrito Federal. A ação ocorre no Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
De acordo com investigadores, entre os alvos estão servidores públicos do INSS, empresários e lobistas. Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
O esquema, revelado em abril pela PF e pela CGU, envolvia associações e sindicatos que incluíam aposentados e pensionistas como associados sem autorização, gerando descontos indevidos nos benefícios entre 2019 e 2024. O prejuízo foi estimado em R$ 6,3 bilhões.
Na primeira fase da operação, foram afastados o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e os servidores Giovani Batista Fassarella Spiecker, Vanderlei Barbosa dos Santos e Jucimar Fonseca da Silva. Também foi afastado o procurador-geral junto ao INSS, Virgílio Oliveira Filho, e um agente da PF, cujo nome não foi divulgado.
Entre os investigados está o empresário Antônio Carlos Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, apontado pela PF como intermediário financeiro de entidades associativas envolvidas nas fraudes.
