Alive: “Nova York não é um reflexo dos EUA”, diz Coimbra sobre vitória de Mamdani
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alive: “Nova York não é um reflexo dos EUA”, diz Coimbra sobre vitória de Mamdani

Coimbra classificou o projeto de governo do novo prefeito como “socialista e insustentável economicamente”
Coimbra classificou o projeto de governo do novo prefeito como “socialista e insustentável economicamente”. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

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Por Redação

O analista alerta, porém, para a expansão da influência islâmica nos mundo

Durante o programa Alive, apresentado por Claudio Dantas nesta sexta-feira (7), o analista internacional Márcio Coimbra comentou sobre Zohran Mamdani (Democrata), eleito o primeiro prefeito de Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos. Segundo Coimbra, a vitória representa um movimento de crescente influência cultural e religiosa na política americana.

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No entanto, ponderou que a cidade não deve ser considerada um reflexo fiel da realidade do país.

“Nova York possui características únicas, sendo um centro cosmopolita, com pessoas de diversas nacionalidades. Portanto, não podemos presumir que o que ocorre ali seja um reflexo da política norte-americana em geral”, observou.

Ele também lembrou que, apesar da repercussão da vitória de Mamdani, seu impacto nacional tende a ser limitado e as consequências da nova administração serão sentidas principalmente pelos habitantes da cidade.

“Há uma percepção de enfraquecimento de figuras como o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), mas essa visão ignora a diversidade do país. Estados como Utah, Texas e Wisconsin mostram um panorama muito diferente.”

Coimbra classificou o projeto de governo do novo prefeito como “socialista e insustentável economicamente”. Segundo ele, propostas como congelamento de aluguéis e transporte gratuito não se sustentam a longo prazo.

Dificuldades práticas na agenda 

O analista ainda apontou que Mamdani enfrenta resistência de outros grupos religiosos, como a comunidade judaica, e avaliou que o novo governo pode encontrar dificuldades práticas para implementar sua agenda.

Além disso, levantou preocupações sobre o que chamou de “infiltração do Islã” nas sociedades ocidentais. O internacionalista afirmou que há um processo de expansão da influência muçulmana, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, e que o sistema americano, por não possuir um modelo de bem-estar social como o europeu, tende a absorver de forma mais lenta essas mudanças.

“Há um processo de infiltração do Islã no Ocidente. Isso não está só em Nova York. Na Europa, o sistema de bem-estar social atrai imigrantes que passam a depender do Estado e a se organizar em núcleos, influenciando as instituições. Nos Estados Unidos, o processo é mais lento, mas existe”, avaliou.

Para ele, países europeus como França, Alemanha e Reino Unido estariam enfrentando as consequências de políticas migratórias que, em sua avaliação, fragilizaram o tecido social.

“A França de hoje não é mais a França do passado. O país foi transformado pelas antigas colônias africanas, majoritariamente muçulmanas. Enquanto a Europa não se blindar, continuará vulnerável.”

O apresentador Claudio Dantas ressaltou que o islamismo segue um padrão histórico de avanço e dominação
O apresentador Claudio Dantas ressaltou que o islamismo segue um padrão histórico de avanço e dominação. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

“Preocupante”

A cientista política Júlia Lucy classificou a situação em Nova York como “preocupante” e “trágica”, afirmando que a cidade estaria perdendo seu caráter aberto e seguro.

“Quando você observa pessoas fazendo orações trancando o trânsito, o direito de ir e vir já foi comprometido. Isso é muito preocupante”, afirmou.

Lucy também criticou a incoerência de parte do eleitorado progressista ao apoiar líderes muçulmanos que, segundo ela, defendem valores incompatíveis com o feminismo e os direitos das mulheres.

“Como pode uma mulher que se diz feminista apoiar um regime liderado por muçulmanos, que defendem o casamento de meninas e exigem que as mulheres se escondam por completo?”, questionou.

Outra forma de expansão

O apresentador Claudio Dantas ressaltou que o islamismo segue um padrão histórico de avanço e dominação, comparando o momento atual ao período do Império Otomano. Segundo ele, trata-se de uma ideologia com traços expansionistas e imperialistas.

“O islamismo tem uma característica que pouca gente entende: ele é expansionista e imperialista. Se você olhar para o Oriente Médio, vai ver que praticamente todos os povos foram transformados pela expansão do Império Otomano. O Irã era a Pérsia e deixou de ser, justamente, pelo domínio islâmico.”

Ele afirmou que, hoje, o método de conquista mudou, mas o objetivo permanece o mesmo. Dantas destacou que destacou que, diferentemente de outros grupos, comunidades islâmicas não se adaptam aos países que as recebem, mas buscam impor seus próprios valores.

“O que eles fazem é dominar, destruir a cultura local e ir para o próximo. Foi assim há séculos e continua sendo assim hoje”.

Já a advogada Carol Sponza alertou para a “mudança demográfica e cultural” promovida por políticas migratórias e pelo crescimento populacional entre comunidades muçulmanas.

“O islamismo, já desde as Torres Gêmeas, mudou de estratégia. Antes eles queriam essa coisa da jihad à força, atentados. Agora o que eles fazem é simplesmente ter filho. Eles emigram para países como Estados Unidos e Europa, têm cinco, seis, sete filhos, abaixo da taxa de natalidade da Europa”, iniciou.

“E eles estão se multiplicando dessa forma. Eles impõem a cultura deles. E assim, é uma questão de número. Você daqui a 20 anos, você diz que tem 5, 6 filhos agora, e daqui a 25 anos, você não tem mais europeu. Você tem descendentes de muçulmanos. Eles vão engolir a cultura ocidental”, completou Sponza.

Assista ao programa completo: 

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