Lula tenta aumentar o controle federal sobre segurança pública
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Brasil

Lula tenta aumentar o controle federal sobre segurança pública

O escândalo dos descontos ilegais no INSS voltou a atingir o governo e deixando dúvidas de como têm sido as cobranças sobre a condução da autarquia e sobre as falhas de fiscalização que permitiram a expansão do esquema ao longo de diferentes gestões.
O escândalo dos descontos ilegais no INSS voltou a atingir o governo e deixando dúvidas de como têm sido as cobranças sobre a condução da autarquia e sobre as falhas de fiscalização que permitiram a expansão do esquema ao longo de diferentes gestões. Foto: Reuters

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Por Redação

Governo quer centralizar poder sobre polícias e prisões em novos projetos

Lula anunciou nesta quarta (4), que o governo federal vai “quebrar a espinha dorsal” do crime organizado.

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O discurso acompanhou a apresentação de dois projetos: o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública. Ambos prometem endurecer penas e ampliar a integração entre as forças de segurança.

A PEC dá status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), criado em 2018, e permite maior interferência da União na formulação e execução das políticas de segurança.

 

Lula tenta planos para ampliar o controle federal sobre polícias e prisões e promete “quebrar a espinha dorsal do crime organizado”.   foto: Agência Brasil
Lula tenta planos para ampliar o controle federal sobre polícias e prisões e promete “quebrar a espinha dorsal do crime organizado”. foto: Agência Brasil

O texto é visto por parte da oposição como uma tentativa de concentração de poder em Brasília, sob o argumento da “integração institucional”.

O PL Antifacção, que deve começar a tramitar na Câmara na próxima semana, prevê penas mais severas para integrantes de milícias e facções, criação de um banco nacional de facções criminosas e até monitoramento de comunicações entre presos e advogados, em casos de suspeita de conluio.

O texto também autoriza o bloqueio de bens, rastreamento de transações financeiras e geolocalização de suspeitos, mediante decisão judicial.

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