Pesquisa com 5 milhões de cariocas aponta que maioria quer ação militar nas ruas
Um levantamento do Datafolha revelou que cerca de 4,9 milhões de pessoas no Rio vivem em regiões dominadas por facções criminosas ou milícias, praticamente um em cada três moradores da capital e da região metropolitana.
O dado escancara o tamanho do poder paralelo que desafia o Estado. Em um cenário onde quase 4 milhões de pessoas dizem ter visto homens armados de fuzil circulando livremente em seus bairros no último ano, a sensação é de que o Rio vive sob toque de recolher informal imposto pelo crime.
A pesquisa foi realizada logo após a megaoperação policial que deixou 121 mortos, entre suspeitos e criminosos ligados ao Comando Vermelho, principal facção do tráfico no estado.

O governo fluminense afirma que a ação teve como objetivo desmantelar o “quartel-general” do CV, instalado nos complexos da Penha e do Alemão, áreas que, segundo a Polícia Civil, se tornaram centros de comando do crime organizado em todo o país.
Os números do Datafolha também mostram um medo dividido entre traficantes, milicianos e o próprio Estado. Cerca de 46% dos entrevistados disseram temer mais as facções, 18% apontaram as milícias como maior ameaça, e 6% afirmaram ter mais medo da polícia.
A consequência é um clima de tensão: 59% dos moradores disseram que deixariam o Rio se pudessem. E o dado que mais chama atenção: 76% da população apoia a presença do Exército na segurança pública.
