Esquerda quer prender Claudio Castro por matar criminosos
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Esquerda quer prender Claudio Castro por matar criminosos

Após a megaoperação no Alemão e na Penha, que deixou 121 mortos, o PT aciona STF e PGR contra Cláudio Castro.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

PT e Comissão de Direitos Humanos pedem investigação e prisão de Castro; governador responde com firmeza: “Não aceitarei interferência política.”

Um dia após a megaoperação no Rio, o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o afastamento do governador Cláudio Castro (PL).

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O petista acusa o chefe do Executivo fluminense de interferir em investigações e de supostamente proteger criminosos ligados à Refit, refinaria que acumula dívidas com o Estado e é investigada por lavagem de dinheiro.

José Dirceu, ex-ministro e um dos nomes mais emblemáticos do PT e símbolo da corrupção na esquerda brasileira, criticou duramente o governador Cláudio Castro após a megaoperação policial que resultou em dezenas de mortes no Rio de Janeiro. Segundo ele, as ações do governo fluminense “ultrapassaram todos os limites” e lembram períodos autoritários da história brasileira, em referência ao regime militar.

As críticas, no entanto, curiosamente partem de uma figura marcada por um histórico de corrupção e condenações. Dirceu foi peça central no escândalo do mensalão, em 2005, e voltou a ser condenado na Operação Lava Jato por envolvimento em esquemas bilionários de desvio de recursos públ

Além da instauração de inquérito, Lindbergh pede a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Castro, uma medida extrema e que é vista pela oposição ao governo do Rio como uma jogada política.

No mesmo dia, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, composta majoritariamente por parlamentares de esquerda, enviou um ofício ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, solicitando abertura de investigação criminal e até prisão preventiva do governador.

A justificativa: supostos excessos da Polícia Militar durante a operação Contenção.

Governador reage e defende atuação da polícia

Cláudio Castro classificou a ação como um “sucesso” e reforçou que os alvos da operação eram integrantes do Comando Vermelho (CV), uma das facções mais violentas do país. “De vítima ontem, só tivemos esses quatro policiais, as verdadeiras vítimas”, declarou, em entrevista após reunião com autoridades de segurança.

O governador destacou que os confrontos ocorreram em áreas de mata, o que contradiz o discurso de setores da esquerda que tentam atribuir à operação um caráter de massacre. “Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação”, disse Castro, com ironia.

Ele também criticou a presença de políticos que foram ao Rio de Janeiro para questionar a ação policial. “Não aceitarei interferências políticas na condução da segurança pública do Estado. O governador e nenhum secretário vão ficar respondendo a ministro ou autoridade que queira transformar esse momento em batalha política”, afirmou.

A operação Contenção, realizada na terça-feira (28), foi uma das maiores da história recente do Rio, envolvendo centenas de agentes em 26 comunidades dominadas pela facção Comando Vermelho.

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