Encontro de Milei e Trump em Nova York abriu caminho para negociações financeiras
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reforçou nesta quinta-feira (2) o apoio ao governo de Javier Milei. Em publicação no X, ele afirmou que Washington está “plenamente preparado para fazer o que for necessário” para auxiliar a Argentina, que enfrenta nova rodada de desvalorização do peso.
Segundo Bessent, o apoio veio após o encontro entre o presidente Donald Trump e Milei em Nova York. Ele disse ter tido uma conversa “muito positiva” com o ministro da Economia argentino, Luis Caputo, e espera receber sua equipe em Washington nos próximos dias para aprofundar as negociações.
“Após um trabalho intenso desde o encontro do presidente Trump com o presidente Milei em Nova York, nos próximos dias espero que a equipe do ministro Caputo venha a Washington para avançarmos de forma significativa em nossas discussões sobre as opções para oferecer apoio financeiro”, escreveu.
Na entrevista à emissora americana CNBC, o secretário explicou que os EUA não estão enviando recursos diretos ao país vizinho, mas negociando um acordo. Bessent disse que a Argentina é “um farol na América Latina” e exaltou Milei por enfrentar décadas de retrocesso: “O presidente Milei está lutando contra a história e está fazendo um trabalho fantástico”.
O secretário também mostrou confiança no desempenho do partido de Milei nas eleições legislativas deste mês.
“Tenho certeza de que, quando virmos as eleições neste mês, o partido do governo se sairá bem. É encorajador ver na Argentina que os jovens decidiram não empobrecer o país”, disse.

O ministro Caputo respondeu pelo X que segue “trabalhando duro para finalizar o que foi anunciado na semana passada pelo secretário do Tesouro”. Na ocasião, Bessent havia colocado na mesa alternativas de apoio, incluindo um acordo de até US$ 20 bilhões com o Banco Central argentino.
Senadores democratas enviaram uma carta a Trump pedindo que “interrompa imediatamente qualquer plano de oferecer assistência financeira à Argentina”, criticando o uso de recursos dos EUA para socorrer o país sul-americano.
