Na ONU, Trump diz ter “parado 7 guerras” e cobra reformas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Trump questiona eficácia da ONU em discurso na Assembleia Geral

Presidente Donald Trump discursa na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Trump discursa na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Marília Rodrigues

Presidente dos EUA criticou o papel da ONU e defendeu novas tarifas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça (23) na 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que “em sete meses parei sete guerras” e questionou a eficácia do organismo internacional: “Eu estava ocupado com isso e a ONU não estava lá, qual o objetivo da ONU? Tem potencial, mas não está à altura. Palavras vazias e cartas vazias.”

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Em seu discurso, criticou abertamente tanto a estrutura quanto a gestão das Organização.

Terrível que eu tenha feito isso ao invés da ONU ter feito isso, terrível que a ONU nem quis ajudar. Eu terminei essas guerras e os líderes desses países nem receberam uma ligação da ONU para um acordo. As coisas que eu tenho da ONU: uma escada rolante que não funciona e um TP (teleprompter) que não funciona, disse. Logo que iniciou o discurso, o teleprompter parou de funcionar.

Por muito tempo fui empresário e investi na reforma do prédio da ONU, mas decidiram usar um produto inferior e de menor qualidade. Eu percebi que eles gastaram mais e pior, eu estava certo. O trabalho não acabou, já que a escada rolante não funcionou. Tudo está acontecendo da mesma forma em outros setores da ONU, mas em escala muito maior“, falou o presidente americano. Em trechos do discurso, Trump também acusou o sistema multilateral de “não viver à altura”.

Gaza, reféns e Estado palestino

Trump destacou seu apoio ao fim da guerra na Faixa de Gaza e cobrou a libertação dos reféns: “Estou bastante comprometido com a paz em Gaza, mas o Hamas resiste. Reconhecer o estado Palestina é uma recompensa para o Hamas e incentiva a guerra. Ao invés de resistir e ceder ao Hamas, temos que libertar os reféns. Nós queremos todos os reféns e os corpos dos que foram mortos”, afirmou, sendo aplaudido no plenário.

“Algumas pessoas dizem que eu deveria ganhar o Nobel da Paz, mas meu prêmio são os filhos daqueles que sobreviveram na guerra que parei”, afirmou.

Irã e armas de destruição em massa

O presidente americano foi categórico ao se referir sobre armamentos nucleares, afirmando a necessidade de encerrar qualquer desenvolvimento do tipo: “Queremos o fim do desenvolvimento de armas nucleares, nunca podemos usá-las. Se usarmos uma vez, o mundo pode literalmente acabar.”

“Não há perigo maior em nosso planeta do que as armas de destruição em massa. No meu primeiro governo trabalhei para acabar com isso. O Irã não pode ter a arma mais perigosa que existe. Mas isso acabou quando atacamos, odiamos usar armas, mas tivemos que usar”, declarou.

Ucrânia, OTAN e compra de energia russa

Trump criticou a dependência energética europeia: Eu tenho trabalhado também para acabar com a guerra na Ucrânia, achei que seria mais fácil pela minha relação com Putin, que sempre foi muito boa. É uma guerra que não teria começado se eu fosse presidente… A China e a Índia estão financiando e ajudando essa guerra ao comprar petróleo russo. A OTAN também continua comprando petróleo da Rússia, e estão financiando uma guerra contra eles próprios”, disse.

O debate geral da ONU segue até a próxima semana, com pronunciamentos de mais de 150 líderes. A expectativa é pela reação de países europeus às cobranças sobre energia e de nações do Oriente Médio às falas sobre Gaza e o Hamas.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade