Senador Carlos Viana ordena prisão em flagrante após contradições e ocultação de documentos
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deu voz de prisão em flagrante ao economista Rubens Oliveira Costa, apontado como intermediário de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
“Diante das mentiras constatadas, das contradições flagrantes, da ocultação de documentos, está caracterizado o crime de falso testemunho”, disse Viana. “Na condição de presidente desta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, diante do flagrante delito, eu dou voz de prisão ao depoente pelo crime de falso testemunho contra esta CPMI.”
A prisão foi executada pela Polícia Legislativa do Congresso. Segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), Rubens mentiu ao colegiado e ocultou informações relevantes sobre empresas ligadas ao esquema.
Gaspar afirmou que Rubens movimentou recursos milionários em consultorias associadas ao “Careca do INSS” e destacou que o depoente “chegou como testemunha e sai como investigado”. Relatórios apontam que empresas sob sua gestão movimentaram mais de R\$ 150 milhões entre 2023 e 2024.
Rubens foi questionado por cerca de 30 parlamentares. Amparado por habeas corpus concedido pelo STF, optou pelo silêncio na maior parte das perguntas. Em vários momentos, negou ligações com empresas citadas nas investigações, mas acabou se contradizendo ao listar companhias que administrava.
A CPMI já havia solicitado ao ministro André Mendonça, do STF, a prisão preventiva de Rubens e de outros investigados. Segundo Viana, a comissão enviará novo ofício pedindo urgência na análise.
Antônio Carlos Camilo Antunes é apontado pela Polícia Federal como lobista responsável por articular descontos indevidos em aposentadorias por meio de sindicatos e entidades. Rubens, ex-diretor financeiro de empresas ligadas ao esquema, teria participado diretamente da movimentação de valores destinados ao grupo.
