Saída de ministro do Turismo formaliza desembarque total do União Brasil
O ministro do Turismo, Celso Sabino, informou ao presidente Lula nesta sexta-feira (19) que deixará o cargo nos próximos dias, a informação foi confirmada pelo jornalista Claudio Dantas. Segundo Sabino, há compromissos importantes em andamento e, por isso, ele combinou com Lula que apresentará sua carta de demissão apenas após o retorno do presidente da Assembleia Geral da ONU, que será realizada em Nova York entre os dias 22 e 24 de setembro.
A saída de Sabino do governo Lula foi exigência do União depois que Antônio Rueda, presidente da legenda, passou a ser alvo de uma campanha difamatória por parte de blogs petistas que o tentam vincular a empresários investigados por suposta relação com o PCC.
Na quinta-feira (18), o União Brasil havia fixado prazo de 24 horas para que todos os seus integrantes com cargos na gestão federal deixassem as funções, sob risco de serem enquadrados por infidelidade partidária. A decisão foi assinada pelo presidente nacional do partido, Antonio Rueda, que passou a ser alvo de investigação da Polícia Federal por suposta infiltração do PCC no setor de combustíveis e financeiro.
Em nota, a legenda disse que “causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no governo Lula”.
Sabino é o único representante do União ainda no alto escalão da gestão petista. A determinação também afeta ministros de partidos aliados, como André Fufuca (PP), que chefia a pasta do Esporte. União e Progressistas formaram em agosto uma federação que soma 108 deputados e 14 senadores, tornando-se a maior bancada da Câmara e a segunda maior do Senado.
Natural de Belém, Sabino é advogado e administrador, atualmente em seu segundo mandato de deputado federal, suspenso para assumir o Turismo. Além do União, já passou por PP, PL, PSDB e PSL, antes da fusão que originou a atual legenda.
