Partido nega proposta financeira à cantora e move ação por crime contra a honra
Jojo Todynho recusou a proposta do PT em audiência realizada no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (18). O partido ofereceu um acordo pelo qual a cantora teria de se retratar após afirmar, em 2024, que recebeu uma oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha de Lula em 2022. O PT nega que a proposta tenha existido.
O advogado da cantora, Bruno Figueiredo, declarou que “faltou interpretação de texto” e classificou a fala de sua cliente como “genérica”: “Na oração ‘me ofereceram’ não há sujeito determinado”, disse em vídeo publicado no Instagram da artista.
A nota oficial divulgada pelos advogados da cantora afirma também que o processo é uma clara tentativa de instrumentalizar o judiciário, usando como ferramenta de coação, e adverte para o fato de que o próprio Partido dos Trabalhadores mantém uma rede organizada de influenciadores digitais:
Relembre o caso
A declaração de Jojo foi dada em novembro de 2024, em entrevista a um podcast do Brasil Paralelo. À época, a então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais para desmentir a artista: “É mentira deslavada que a campanha eleitoral de Lula tenha oferecido dinheiro para Jojo Todynho e ela terá de responder por isso. Não teve oferta para ela nem para nenhum dos muitos artistas que apoiaram voluntariamente. Está na cara que as redes da extrema direita colocaram esse assunto em pauta para desviar atenção do indiciamento de Bolsonaro e sua quadrilha”, escreveu.
Dias depois, o PT ingressou com ação penal no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, alegando crime contra a honra e difamação. A audiência desta quinta (18) buscava um entendimento por meio de conciliação para evitar o prosseguimento da ação, mas o acordo não avançou. Nas redes sociais, Jojo afirmou ter recusado a proposta de conciliação do PT e disse ter apresentado uma contraproposta, também rejeitada pelo partido.
