Alerta: Dino proíbe exercício remoto de mandato Flávio Dino afirma que mandato exige presença física e nega retorno de Chiquinho Brazão; decisão é vista como recado a Eduardo Bolsonaro, ausente dos trabalhos.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alerta: Dino proíbe exercício remoto de mandato

Flávio Dino seguiu Alexandre de Moraes e votou contra recurso de Jair Bolsonaro no STF. Julgamento segue até 14 de novembro

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Por Redação

Ministro decidiu em caso de Chiquinho Brazão, mas de olho em Eduardo Bolsonaro

O ministro do STF Flávio Dino afirmou nesta quinta-feira (18) que o exercício do mandato parlamentar não comporta trabalho remoto em 100% do tempo. A declaração foi dada ao negar o pedido do ex-deputado Chiquinho Brazão (RJ) para reaver o mandato cassado por excesso de faltas.

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Réu no STF, Brazão é acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em 2018.

Em 2024, ele acumulou 72 ausências não justificadas, o equivalente a 84% das sessões de votação. A defesa alegou que as faltas se deviam à prisão e à impossibilidade de acesso remoto às sessões, mas o ministro rejeitou o argumento.

“O exercício de funções de membro de Poder, diretamente delegadas da soberania popular, exige presença física na sede do respectivo Poder. Exceções ao trabalho presencial devem ser episódicas, motivas e devidamente regradas.”

A decisão de Dino é tomada poucos dias depois de Eduardo Bolsonaro ser alçado a líder da Minoria na Câmara. A manobra da oposição visava evitar que as ausências do filho 02 de Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, fossem computadas e levassem à perda do mandato.

O caso de Eduardo ainda está sob análise de Hugo Motta, presidente da Câmara, e agora sofre um duro revés com a decisão do ministro do Supremo.

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