O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Vladimir Putin, nesta quinta-feira (18), declarando estar “decepcionado” com o presidente russo e afirmando que ele “está matando muitas pessoas” na guerra da Ucrânia.
A declaração foi feita durante uma visita de Trump ao Reino Unido, onde ele se reuniu com o primeiro-ministro Keir Starmer para fortalecer laços comerciais e assinar um acordo de tecnologia.
A fala de Trump marca uma mudança de tom em relação às suas promessas anteriores de acabar com a guerra. Apesar de ter se reunido com Putin no Alasca no mês passado, as negociações de paz não avançaram, e as partes não chegaram a um consenso.
“Houve muitos, muitos pontos com os quais concordamos, a maioria deles, eu diria, alguns grandes que ainda não chegamos lá, mas fizemos alguns progressos”, disse Trump à jornalistas, reforçando que seu relacionamento “fantástico” com Putin foi prejudicado por investigações sobre suposta interferência russa nas eleições de 2016.
Trump disse que a guerra se tornou um “impasse” e que a solução passa pela Europa parar de comprar petróleo da Rússia. Segundo o presidente americano, se o preço do petróleo cair, Putin “não terá escolha e desistirá desta guerra”. O republicano já ameaçou taxar em 100% a Rússia e compradores caso a guerra continuie.
Na segunda (15), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou estar disposto a se reunir com Trump e Putin sem pré-condições. No entanto, ele descartou a possibilidade de o encontro ocorrer em Moscou.
Zelensky, que recentemente acusou o Ocidente de lentidão na imposição de sanções contra a Rússia, também criticou duramente Trump, dizendo que ele está “ajudando Putin a escapar do isolamento” e cobrando uma posição clara sobre medidas restritivas e garantias de segurança para Kiev.
O líder ucraniano também pediu ao americano o envio de armas de longo alcance para seu país, caso a Rússia continue a rejeitar um cessar-fogo. A solicitação veio após a invasão do espaço aéreo da Polônia por drones russos.
