Eduardo Bolsonaro resiste a candidatura de Michelle para 2026 Eduardo Bolsonaro critica favoritismo a Michelle no PL, diz que ele e Flavio estão sendo excluídos das pesquisas e não descarta disputar em 2026.
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Eduardo Bolsonaro resiste a candidatura de Michelle para 2026

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Por Adrian Almeida

Ele admite que pode disputar a Presidência em caso de necessidade

Durante participação no programa ALive desta segunda-feira (1º) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) comentou o que acha da ideia de o Partido Liberal (PL) lançar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata à Presidência em 2026. Segundo ele, Michelle “nunca se abriu para o público politicamente com um mandato”, o que, em sua visão, fragiliza uma eventual candidatura.

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Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, Michelle passou a ser apontada dentro do partido como alternativa para manter a família na linha de frente. Eduardo criticou a condução da legenda e disse que a direção nacional estaria tentando empurrar nomes como o do governador paulista Tarcísio de Freitas para a disputa.

“O PL, ao que parece, quer direcionar uma candidatura para o Tarcísio ou para alguma outra pessoa que não sejam os filhos do Bolsonaro. Na minha visão, isso é um atropelo da opinião pública”, disse.

O deputado também afirmou que pesquisas internas têm deixado de fora seu nome e o do irmão, o senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ).

“Então querem tirar eu, querem tirar o Flávio. É o que eu falo, querem tirar qualquer pessoa que tenha uma identificação maior com esse discurso anti establishment, ou com um discurso que vá adiante com as bandeiras do Bolsonaro. Querem enterrar com o movimento do Bolsonaro”, disse.

Questionado se ele se considera um herdeiro político do pai, Eduardo afirmou que se vê como o sucessor político de Bolsonaro, mas que só se candidatará se for preciso.

“Pelo respaldo popular que eu tenho, eu acredito que sim. A minha ideia não é ser candidato no ano que vem, eu só o farei em caso de necessidade”.

Apesar das críticas, o parlamentar descartou, até o momento, uma saída do partido. Ele aproveitou para dizer que deseja que o PL se estabeleça como uma sigla conservadora.

“O meu desejo não é sair do PL. O meu desejo é que o PL se consolide como um partido verdadeiramente conservador, de direita, e porque não dizer, bolsonarista, porque são as bandeiras levantadas pelo Jair Bolsonaro. Mas, a conjectura futura, vamos ter que aguardar as cenas dos próximos capítulos”.

Assista ao programa completo:

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