O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que se reuniu com autoridades americanas para pedir o endurecimento de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e contra o Estado brasileiro.
Em participação no programa Alive, do canal no YouTube Claudio Dantas, nesta segunda-feira (1º), o parlamentar defendeu a aplicação total da Lei Magnitsky aplicada contra Moraes e alertou para possíveis tarifas adicionais contra o Brasil.
Segundo Eduardo, o presidente dos EUA Donald Trump “nem de perto acionou todos os mecanismos que estão à disposição dele para pressionar o Brasil”.
O deputado citou a Lei Magnitsky, que prevê sanções secundárias para quem presta apoio logístico a um sancionado. Ele revelou que, em contato com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, defendeu que a vida de Moraes não foi tão afetada e que é necessário “colocar para valer essa aplicação da Lei Magnitsky”. O objetivo seria evitar o enfraquecimento dessa ferramenta à disposição dos americanos.
O deputado também mencionou que a Comissão de Comércio dos EUA discute a imposição de tarifas adicionais para estados que regulamentarem as redes sociais ou que privilegiarem indústrias chinesas em detrimento das americanas.
Para Eduardo, com a aprovação do requerimento de urgência para a regulamentação das redes sociais no Congresso brasileiro, o país está “ticando em todas as caixinhas para um aumento das tarifas”.
Ele criticou a postura do governo Lula e alertou que empresários não terão sucesso em negociações com os EUA, pois Trump não voltará atrás sem um avanço do lado brasileiro.
Eduardo Bolsonaro concluiu sua fala ligando o cenário político atual às próximas eleições. “Se o Alexandre de Moraes sair vitorioso, esqueça que você vai ter uma eleição no ano que vem livre”, afirmou.
