Lula visita MG, ataca Zema e afirma que Pacheco é mais relevante
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Lula visita MG, ataca Zema e afirma que Pacheco é mais relevante

A declaração, no entanto, vem em meio a resultados que apontam aumento de gastos públicos e falta de medidas efetivas de contenção das despesas.
A declaração, no entanto, vem em meio a resultados que apontam aumento de gastos públicos e falta de medidas efetivas de contenção das despesas.

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Por Marília Rodrigues

Lula visita Minas e cumpre agendas em Contagem e Montes Claros

Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou cedo em Minas Gerais para cumprir agendas no estado e concedeu entrevista à Rádio Itatiaia, na qual afirmou: “Pouca gente neste país conhece tanto Minas Gerais quanto eu! (…) Em alguma encarnação eu nasci em Minas Gerais!”

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Além da entrevista concedida, estará em Contagem, na Região Metropolitana, para o anúncio do PAC Mobilidade e a destinação de R$ 1 bilhão para as obras do metrô da capital mineira. À tarde, Lula estará em Montes Claros, região Norte do estado, onde participa da inauguração do Centro de Tecnologia e Inovação Agroindustrial, projeto voltado para o desenvolvimento de biocombustíveis. Esta é a sexta visita ao estado neste ano.

Durante a entrevista, Lula estava acompanhado do senador Rodrigo Pacheco, da ministra Macaé Evaristo e de Alexandre Silveira, e afirmou que “o povo mineiro é o que tem mais expertise em fazer política”, e que tudo na política nacional passa por Minas Gerais.

Questionado sobre a possível candidatura de Pacheco ao governo de Minas, disse:

“Tenho certeza de que vamos ganhar Minas Gerais com Pacheco! Eu vejo Pacheco como a figura mais importante que o estado de Minas Gerais tem!”, afirmando que nenhum dos outros candidatos pode ser comparado à qualidade política de Pacheco.

O presidente também aproveitou o tópico para afirmar que foi Pacheco quem conduziu a negociação da dívida do estado com a União.

“Foi a coragem do Pacheco que garantiu a manutenção do processo democrático neste país. Foi a capacidade do Pacheco que permitiu que a gente pudesse organizar o acordo de uma dívida considerada impagável, de R$ 191 bilhões, feita pelo Governo de Minas Gerais”, disse.

Afirmou que não tem um “plano B”, caso Pacheco não seja o candidato, pois ele não decidiria a política do estado, e estaria apenas “dando um palpite”, manifestando sua vontade: “Quem decide são os partidos de Minas Gerais.” O presidente ainda comentou que, se Marília Campos, prefeita de Contagem e figura histórica do PT no estado, quiser ser vice de Pacheco, eles formariam “uma dupla imbatível”.

Para Lula, Zema se aproveitou de benefício conseguido por Pimentel

O presidente disse que, para ele, Romeu Zema é “uma figura caricata”: “Eu chamo ele de falso humilde.”

Lula afirmou que Zema pautou os seus dois mandatos em pôr a culpa dos problemas do estado no governo anterior, do petista Fernando Pimentel, e que o atual governador se beneficiou de uma decisão da ministra Rosa Weber, requerida por seu antecessor, que suspendeu a necessidade de pagamento dos juros da dívida com a União.

“Pimentel perdeu as eleições porque ele não conseguia pagar salários, pagar fornecedores… Os prefeitos estavam todos zangados com o Pimentel. Então, quando entra o Zema, ele tinha a decisão da Suprema Corte de não precisar pagar a dívida. Então ele teve dinheiro para fazer tudo o que queria fazer e culpar o Pimentel!”

Presidente insiste que Bolsonaro tem presunção de inocência

Ao ser perguntado sobre a PEC da Blindagem, anistia e o fim do foro privilegiado, o presidente, com visível nervosismo, direcionou a resposta para a questão que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro: “Não se discute anistia! É uma coisa tão impertinente! Ninguém foi ainda condenado, o homem não foi nem julgado e já tá querendo anistia?”

Também reafirmou que Bolsonaro está tendo “o direito à presunção de inocência” que ele, Lula, não teve, e que o ex-presidente deveria provar que não esteve envolvido na organização dos atos do 8 de janeiro de 2023. Completou dizendo que não iria assistir ao julgamento: “Não vou assistir julgamento nenhum. Tenho coisa melhor para fazer!”

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