Senadores dizem que crise com EUA é 'perde-perde' - Claudio Dantas
Brasília, Sábado, 04 de julho de 2026
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Senadores dizem que crise com EUA é ‘perde-perde’

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Senadores voltam dos EUA sem avanço e admitem que tarifaço é “quase impossível” de reverter

Em missão oficial nos Estados Unidos, o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, afirmou que a questão do tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros não será resolvida até sexta-feira (1º). “Não vamos resolver isso até o dia 1º. É sexta-feira. O encontro de dois presidentes da República não se prepara da noite para o dia”, disse na noite de terça-feira (29).

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Wagner está nos EUA junto com outros sete senadores, em meio à expectativa pela entrada em vigor das novas tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Segundo ele, o objetivo da missão é criar condições para um encontro entre Lula e Trump. “Estamos abrindo caminhos para que o diálogo entre os chefes de Estado aconteça no momento oportuno”, declarou.

O senador defendeu que o Brasil precisa de mais tempo para se adaptar às novas regras. “Todos os países tiveram 60, 90 dias; em 20 dias, como é que os empresários se organizam?”, questionou.

Sobre a reunião entre os presidentes, Wagner afirmou: “Olho no olho é diferente, e o presidente Lula é campeão disso”.

Na quarta-feira (30), os senadores encerraram a viagem com uma coletiva. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que o objetivo da comitiva não era resolver o impasse, mas “abrir canais” com parlamentares americanos.

“Essa história está só começando. A gente conseguiu abrir canal de conversa, tanto do lado republicano quanto do democrata”, declarou.

Carlos Viana (Podemos-MG) alertou sobre uma possível nova crise: “Há outra crise pior que pode atingir o Brasil nos próximos 90 dias. Eles irão criar sanções automáticas para todos os países que negociam com a Rússia”.

Segundo os senadores, empresários americanos também demonstraram preocupação com o tarifaço, mas reforçaram que a decisão está nas mãos de Trump e Lula.

A presença do chanceler Mauro Vieira chegou a ser cogitada, mas foi cancelada após a Casa Branca não agendar reuniões com representantes do governo Biden.

A delegação foi composta por Jaques Wagner (PT-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Viana (Podemos-MG), Fernando Farias (MDB-AL) e Esperidião Amin (PP-SC).

A nova alíquota entra em vigor no dia 1º de agosto.

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