Bancada do Novo reage à saída do Brasil da Aliança em Memória do Holocausto - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Política

Bancada do Novo reage à saída do Brasil da Aliança em Memória do Holocausto

Bancada do novo

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Por Isac Mascarenhas

A bancada do partido Novo na Câmara dos Deputados reagiu à decisão do governo Lula de retirar o Brasil da International Holocaust Remembrance Alliance (IHRA). Nesta segunda-feira (28), os parlamentares apresentaram uma moção de repúdio e um requerimento de informação ao Itamaraty.

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Os documentos, assinados por Marcel van Hattem, Adriana Ventura, Luiz Lima, Gilson Marques e Ricardo Salles, cobram explicações sobre os motivos da saída da IHRA. Questionam também se a comunidade judaica foi consultada e se houve pareceres técnicos para embasar a decisão.

Os parlamentares também exigem justificativas para a adesão do Brasil à ação da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ), que acusa o país de genocídio em Gaza.

Israel mantém um cerco a Gaza desde outubro de 2023, com bloqueio a mantimentos que afetou gravemente a infraestrutura humanitária. O Itamaraty justificou a adesão à ação na CIJ afirmando que os direitos dos palestinos estão sendo “irreversivelmente prejudicados”, e que “já não há espaço para ambiguidade moral nem omissão política”.

A saída da IHRA foi anunciada dias antes da adesão à ação na CIJ. O Ministério das Relações Exteriores de Israel criticou ambas as decisões, classificando-as como uma “profunda falha moral” e um abandono do “consenso global contra o antissemitismo”.

A IHRA, que reúne 35 países-membros e nove observadores, atua na preservação da memória do Holocausto e no combate ao antissemitismo. Contudo, a aliança é criticada por governistas que apontam que sua definição de antissemitismo pode dificultar críticas legítimas às ações do governo de Israel.

Na moção de repúdio, os deputados do Novo afirmam que a saída da IHRA foi “unilateral e silenciosa”. Eles consideram a medida um “grave retrocesso diplomático, ético e civilizacional” e solicitam que o Brasil retorne à aliança.

Até o momento, o Itamaraty não se manifestou sobre o caso.

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