Retomada de apoio militar à Ucrânia será bancada pela Otan, diz Trump
Cinco meses após uma mudança na política externa dos EUA em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, Donald Trump impôs nesta segunda-feira (14) um ultimato ao presidente russo Vladimir Putin. Ele exigiu que Moscou faça um acordo um cessar-fogo com Kiev nos próximos 50 dias, sob ameaça de enfrentar novas sanções econômicas, inclusive contra países que mantêm relações comerciais com a Rússia, como o Brasil.
Trump também confirmou a retomada do envio de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia, medida que será financiada pela Otan. O anúncio foi feito ao lado do novo secretário-geral da aliança, o holandês Mark Rutte, durante declaração na Casa Branca.
A ação mostra o fim da paciência do presidente americano com Putin, que vinha resistindo aos apelos por um cessar-fogo.
“Nos falamos bastante”, afirmou Trump, referindo-se às cinco conversas diretas que teve com o líder russo desde o início do mandato.
O republicano falou em “tarifas secundárias” de até 100%, para empresas e países que fazem negócios com os russos. Embora não tenha mencionado diretamente o Brasil, o país está na mira do governo americano por ser um dos maiores compradores de diesel da Rússia e já vive um conflito de tarifas com Washington.
“Tarifas secundárias são muito poderosas. Espero que dê certo”, disse Trump.
A Casa Branca esclareceu depois que essas tarifas incidirão sobre transações comerciais com a Rússia e penalizações específicas poderão ser aplicadas a quem adquirir petróleo e seus derivados.
Apesar de o comércio direto entre EUA e Rússia ter sido praticamente zerado, apenas US$ 3 bilhões em 2024, o impacto potencial das sanções sobre bancos e empresas que lidam com Moscou é expressivo.
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