Lula muda slogan e adota discurso nacionalista para tentar recuperar apoio - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula muda slogan e adota discurso nacionalista para tentar recuperar apoio

São Paulo (SP), 25/01/2018 - Luis Inácio Lula da Silva. julgamento de Lula no TRE4 - PT faz reunião e nomeia Lula como candidato à Presidência da República. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

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Por Redação

Governo prepara virada na comunicação com foco em desigualdade

O governo Lula prepara uma nova estratégia de comunicação para marcar a próxima fase do mandato e tentar reverter a perda de popularidade. Segundo o jornal Estado de S. Paulo, o slogan “União e Reconstrução” será substituído por uma mensagem com apelo nacionalista e de enfrentamento a desigualdades.

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A mudança está sob comando do ministro da Secom, Sidônio Palmeira, com aval direto do presidente. A proposta é deixar claro que o governo “tem lado” e pretende focar no combate a privilégios.

A nova abordagem busca valorizar ações já implementadas, como linhas de crédito para reformas residenciais e apoio a pequenos empreendedores. A classe média também será incluída no discurso oficial.

Ministros foram orientados a enfatizar que a “desigualdade” é o principal inimigo do Brasil. A comunicação institucional deverá reforçar conceitos de justiça social, trabalho e defesa dos interesses nacionais.

A guinada ganhou força após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a taxação de 50% nos produtos brasileiros. Lula reagiu adotando o boné com a frase “O Brasil é dos brasileiros”, gesto interpretado como sinal de apelo patriótico.

O novo slogan também tem como objetivo diferenciar o governo do Centrão, após atritos com o Congresso. A derrubada do decreto que aumentava o IOF, liderada por partidos da base, acentuou o desgaste com o Legislativo.

Como resposta, o PT lançou nas redes a campanha “BBB: Bilionários, Bancos e Bets”, culpando setores ricos pela baixa arrecadação. A ação, segundo o *Estadão*, teve boa recepção nas pesquisas internas.

Apesar da resistência de Lula em conceder entrevistas, Sidônio insiste em manter a estratégia: “Sou uma pessoa determinada”, disse ao jornal. A Secom contabilizou 12 crises de imagem em seis meses.

Aliado do Planalto, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o ministro e disse que ele tem “experiência e sensibilidade” para conduzir a comunicação.

A oposição pressiona para que Sidônio preste esclarecimentos na Câmara sobre campanhas que atingiram o Congresso. A audiência foi adiada para depois do recesso, quando o novo slogan já deverá estar em vigor.

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