Tarifa de Trump: Haddad culpa Eduardo Bolsonaro e critica Tarcísio - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Tarifa de Trump: Haddad culpa Eduardo Bolsonaro e critica Tarcísio

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Por Redação

Ministro chamou governador de São Paulo de ‘vassalo’

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu a decisão de Donald Trump de taxar em 50% os produtos brasileiros a uma articulação política dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobretudo de Eduardo. Para Haddad, o ex-chefe do Executivo e sua família estariam “conspirando” contra os interesses brasileiros.

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Em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (10), Haddad declarou: “Isso é assumido publicamente pela pessoa [Eduardo Bolsonaro] que está nos EUA em nome da família Bolsonaro conspirando contra o Brasil e ameaçando o Brasil. Dizendo que se não houver anistia, a situação tende a piorar. O que significa isso? Eu não conheço precedentes históricos de uma coisa tão vergonhosa como a atitude dessa família”.

A fala do ministro faz referência ao deputado federal licenciado ao filho do ex-presidente, que publicou um vídeo após o anúncio da tarifa de 50%, sugerindo que a solução para “evitar um desastre” seria a anistia “ampla, geral e irrestrita” e a responsabilização daqueles que “abusaram do poder” — em alusão ao ministro Alexandre de Moraes Eduardo é investigado no STF e declarou, ao se licenciar do mandato, que sua viagem aos EUA tinha o objetivo de denunciar excessos do Judiciário brasileiro contra a direita.

“A única explicação plausível para o que vimos ontem é porque a família Bolsonaro urdiu esse ataque ao Brasil com um objetivo específico, que é escapar do processo judicial que está em curso. A única explicação é de caráter político envolvendo a família Bolsonaro”, afirmou Haddad.

O ministro também criticou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que responsabilizou Lula pela decisão de Trump. Para Haddad, a declaração de Tarcísio representa um “tiro no pé”, pois a taxação afetará a produção do próprio estado, incluindo setores como suco de laranja e aviões da Embraer.

Haddad utilizou o termo “vassalagem” para se referir à atitude de Tarcísio de Freitas em defender seu “padrinho político”. O ministro afirmou que Haddad errou muito a apoiar Bolsonaro, que seria um vassalo de Trump. “Não há espaço no Brasil para vassalagem. Desde 1822, isso acabou. O que está se pretendendo? Ajoelhar diante de uma agressão unilateral sem nenhum fundamento econômico e sem nenhum fundamento político?”, questionou.

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